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domingo, 25 de setembro de 2011

Tempo Em Toledo

Hoje é nosso último dia em Madrid. E como tínhamos combinado, iríamos para Toledo. Mas a dona dos planos aqui acabou não se programando muito bem.  Pesquisando ontem sobre como ir de Madrid para Toledo, vi que tínhamos que comprar com antecedência a passagem de trem para lá. Entrei no site da RENFE para comprar, mas acabei não conseguindo, resolvemos ir de manhã cedo para lá para comprar diretamente as passagens.

Estação de Trem De Atocha - Madrid
Óbvio que isso não deu certo... Chegamos lá na estação de trem (que está integrada com o metrô, logo é bem fácil de chegar lá), tivemos que enfrentar uma fila imensa, daquelas tipo de exame de sangue, em que você tem que pegar senha para se atendido.Chegando no caixa, o carinha nos diz só tem horário para  12:20. O que nos deixou bem frustradas, pois nosso plano era passar a manha e um pedacinho da tarde em Toledo, voltar lá pelas 4 da tarde, e ver o Thyssen aqui em Madrid.

Mas nada como uma nova mudança de planos... Fizemos tantas nessa viagem não é?  Resolvemos fazer o contrário: ver o Thyssen de manhã, e iríamos a Toledo a tarde. Porque não?

Na Ruas de Madrid
Compramos nossas passagens, e partimos para o Museo Thyssen-Bornemisza. Que tem uma história bem legal, de amor a arte. Um homem muito rico, o alemão Barão Heinrich Thyssen-Bornemisza, começou a colecionar obras de arte do início do século XX, dos anos de 1920. Após sua morte, seu filho, aumentou a coleção, tornando-se uma das maiores coleções particulares do mundo! No final dos anos 1980, a família havia em prestado quase 800 telas ao governo da Espanha. Com a morte do filho do barão Thyssen-Bornemisza, o governo adquiriu por cerca de 350 milhões de Euros (!!!!), as telas doadas, um valor simbólico, pois todas juntas valeriam mais de 1 bilhão (bilhão!!!!!!!) de Euros.

E vou te dizer uma coisa, sem dúvida, foi o melhor museu de todos os que fui aqui na cidade! Até mais que o da Reina Sofía (foi mal rainha... mas preferi o do barão rs). Tem quadros dos impressionistas que eu amo, como Monet, Renoir... Algumas artes mais modernas, alguns expressionistas bem interessantes. E, claro, algumas obras de Goya, entre outros que já cansei de ver (foi mal Goya =P), pois todas são extremamente religiosas e, 2 semanas só falando de religião e suas batalhas, cansei de ver a adoração exacerbada dos cristãos rs.

Fuente de Neptuno
Infelizmente, no pictures dentro do museu... como eu queria tirar fotos das telas de Monet, as de Renoir estavam fantásticas! E umas que eu gostei muito! Tinha até um de Pollock lá, mas ainda não na fase que eu gosto. Mas como nunca tinha visto nenhuma ao vivo e a cores, valeu apena ;)

Depois do museu, fomos direto para a estação de trem. Uns 15 minutos andando do museu, uma caminhada bem agradável, pois se desce o Passeio Del Prado todo, uma avenida bem grande toda arborizada.  

Pegamos o trem, infelizmente não posso dizer se o caminho é bonito ou não rs, pois assim como antes, estávamos beeem cansaditas. Dormi a viagem inteira. O que não é muito, uns 30 minutos mais ou menos (de trem de alta velocidade lógico).A primeira coisa interessante em Toledo, é a estação de trem, poderia ficar horas tirando fotos de cada detalhe, toda com características mouriscas. Muito linda! E como a maioria das cidades que visitamos, ela teve uma relação muito íntima com os muçulmanos. Sua história é bem interessante:

Estação de trem de Toledo
Toledo, antes conhecida como Toletum pelos romanos, foi uma  cidade muito importante, pois teve permissão para cunhar suas próprias moedas. Algumas partes de sua muralhas dos tempos dos romanos ainda estão de pé. Nas no século VI os Visigodos tomaram a cidade e a transformaram em capital no lugar de Sevilha. Mas aí os muçulmanos também no século VI pegaram a cidade, que por muito tempo foi um centro de cultura, e a base do poder político. Mesmo com a reconquista pelos cristãos, ela se manteve com um rico papel cultural, pois incrivelmente as três religiões conviviam juntas (o.O). Mas com as maluquices da inquisição espanhola, os judeus foram expulsos da cidade, e toda a tradução do conhecimento dos muçulmanos e judeus para o latim e castelhano cessou. A cidade foi decaindo, perdeu sua reputação de produtora de armaduras e aço de qualidade. Hoje em dia se mantém principalmente com o turismo devido a sua proximidade com Madrid (por isso não conseguimos comprar as passagens pra hora que queríamos!!!)

Catedral de Toledo
Mas voltando as nossas confusões, chegando lá, fomos para o centro de informações turísticas, mas todos do trem tiveram a mesma ideia, e estava lotado! com fila de umas 10 pessoas. Resolvemos ir na cara e na coragem para o centro histórico.Não é difícil, ao lado da estação você pega o onibus 62 que te deixa na cidade, só que as apressadinhas aqui saltaram na porta da cidade histórica, sem mapa, e não sabíamos que direção tomar... E pra piorar, a cidade é toda em ladeira, e passa carro! E os carros, diferente de qualquer outro lugar da Espanha, não dá preferência ao pedestre, e as ruas são estreitas. Portanto, tome cuidado com os carros em Toledo.
Detalhe dos bancos do Coro, cada assento tem uma ilustração diferente!
Resolvemos que nosso primeiro ponto seria a Catedral, pois conseguíamos ver sua torre lá debaixo do centro histórico. Penamos, nos perdemos, mas chegamos e ainda conseguimos passar num centro de informações turísticas no meio do caminho e conseguimos um mapinha XD.  Não é barato entrar lá não, foram € 7,00 rs. Realmente, o dinheiro, em teoria vai para a manutenção e restauração da igreja e suas obras de arte. E a igreja realmente é grandiosa. Levou 200 anos para ser construída e pra variar, antigamente era uma Mesquita. Seus vitrais são lindos, mesmo com temas cristãos. E uma tem algumas curiosidades nela, como o espaço do coro, que em seus bancos de madeira está entalhada a história da reconquista pelos cristãos e que ela é uma das poucas igrejas do mundo em que a missa é celebrada no idioma moçarábico (não me pergunte quem falava isso...). Além disso tudo, ela abriga um ostensório do século XV de mais de 200 kg todo feito como ouro que Colombo trouxe do nosso continente (ladrõezinhos.... tsc tsc).

Ostensório na Catedral de Toledo
Enquanto estávamos dentro da igreja, percebemos que tínhamos pouco tempo para visitar a cidade, pois nosso trem partia as 17:20. Então fizemos um plano: ainda tínhamos uma hora e meia, resolvemos que veríamos o bairro judeu ou como é conhecido, o Barrio Sefardí. Mas, como a nossa saudosa amiga dona GPS, somos duas perdidas, e obviamente nos perdemos no meio de suas ruazinhas, sem nome sem referencia. Afff uma tristeza. E o tempo correndo... E novamente viramos o coelho da Alice.  O bairro judeu possui duas das suas onze sinagogas. Com o tempo curto, só tivemos tempo de visitar uma, a Sinagoga Del Tránsito, do século 14, onde também está o Museo Sefardí, que mostra objetos que os judeus usavam naquela época.  A sinagoga é muito bonita, tem um estilo meio mourisco, com suas janelas e trabalhos nas paredes.  Possui um jardim da memória, muito calmo, mas também bem pequenino. O museu tem umas peças bonitas, mas não tem nada demais. Mas vale a visita, para conhecer um pouco da cultura judia. 

Sinagoga del Tránsito
Saindo da sinagoga, começou a confusão: eram 16:45 e estávamos muuuito longe do local para pegarmos onibus de volta, e não fazíamos a minima ideia de como chegar lá. Resolvemos voltar para a Catedral de onde saímos e de lá ter uma referência, pois a maioria das ruas não tem o nome escrito nas esquinas! Juro, mas juro que eu achei que íamos perder o trem de volta. Mas depois de muita correria conseguimos pegar o onibus e pegamos o trem em tempo. Ufa! Foi emocionante. Eu com o mapa, tentando ver aonde estávamos, a minha mãe tentando ver que rua estávamos. Foi uma loucura, quase ferrei meu joelho, mais do que ele está ferrado rs. 

Depois dessa correria em Toledo, fomos para o hotel. Fazer as malas.. irc! Mas no meio do processo, uma paradinha para jantar. Fomos comer ali perto mesmo, pois estávamos bem cansadas no nosso tempo de correria em Toledo. Fomos para a Puerta Del Sol, lá ficamos sentamos em um restaurante chamado Meson 5 Jotas, comemos uma Tortilha Espanhola que estava uma maravilha, e para acompanhar, uma banda de Mariates incansáveis, pois estávam cantando na praça há horas rs. Terminamos de comer e eles ainda estavam lá. E, demos fim a nossa viagem para Madrid. ;)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Dath Vader In Madrid

Não, não é uma convenção de Guerra nas Estrelas na cidade...  A musica do Darth Vader foi meu tema durante o dia todo. Dormi mal, acordei com sinusite e dor de cabeça, o que logicamente me deixou de mau humor o dia todo. Mas tolinhos vocês que pensam que fiquei no quarto "curtindo" a dor. Vamos passear! O que é uma dor de cabeça e um mal humor de Darth Vader, quando se está em Madrid?? Nada!

Entrada para o Reina Sofia
Mesmo com todo esse drama, Cérebro (minha mãe) pergunta para Pink (eu): "O que vamos fazer hoje?" Partiu Museo Reina Sofía, minha mãe estava louca pra ir e eu curiosa pra ver o que tinha rs.O museu é o segundo maior espaço de exposições da Europa, perdendo apenas para o Pompidou em Paris. Sua entrada é 6,00 por pessoa, e lé abriga A maior obra de Picasso, La Guernica, que infelizemente não pode tirar foto, apesar de poder tirar no museu todo...  Além do picasso, tem obras de vários artistas modernos e contemporâneos, como Miró e Salvador Dali, que eu particularmente adoro. Mas fora esses tem uns muito legais, mas menos conhecidos. Passamos a manhã na Rena Sofia, uma DICA: levem casaco, mesmo no verão, porque lá é quase um polo norte! Quase nao pude aproveitar muita coisa, porque o frio piorava meu Datth Vader interno.

Salvador Dali "O Enigma Sem Fim"
Saindo de lá, resolvemos comer alguma coisa, e aqui fica a dica, não comam nos restaurantes perto do museu, comemos em um que era ruim e extremamente caro. Só um refrigerante era quase 4 euros!!! Dali, fomos andando até o Museo Del Prado que, segundo eu li, era o Louvre de Madrid. Homestamente, não sei se era meu mau humor do dia e como uma amante de Paris, mas eu achei essa comparação uma ofensa ao Louvre.  =P

Não que o museu não seja bonito, é, mas não tem o estilo de pinturas que eu goste. E assim como o Palacio Real, não pode tirar foto. Todos os quadros lá, são muito voltados para a religião católica, muita coisa da renascença, que euacho muito pobre artisticamente falando. Tudo bem, sou fã de impressionistas, como Monet, Renoir, Van Gogh, o que deixa minha visão bem deturpada pra esse estilo.

Museo Del Prado
Mas ainda sim, vale a pena a visita, muitos dos quadros, conta um pouco a história da Espanha, dos Reis da época, é bem interessante. E vá preparada pra andar, pois são 3 andares com muuuitas pinturas de El Greco, Goya, Rembrandt, além de diversas esculturas. Vale um passeio de uma tarde toda. Ah! E pegue na entrada, a planta do museu, pois é muito fácil se perder no meio de tantas salas que se interligam.

Depois do Prado, resolvemos ir no Thyssen, quem sabe lá depois das 18 também era de graça? =P É... não era, mas demos uma olhada no prospécto. E pensamos, hoje não dá mais, mas amanhã voltaremos aqui com certeza! Então amanhã conto pra vocês sobre o Thyssen ;)

De noite, que o Darth Vader já tinha me despossuido, resolvemos sair pra comer alguma coisa, e como era nossa última noite aproveitável juntas nas Espanha, resolvemos ir num show de flamenco! OBA!

Restaurante de Flamenco
Aquele show valeu pelo dia todinho! Encontramos, numa das nossas caminhadas em busca de uma paella, um restaurante com shows de Flamenco. E resolvemos ir. E vou te dizer... fantástico! O restaurante não é muito barato, tenho que adimitir, mas é mais barato que assistir a um show de Flamenco nesses lugares mais turisticos. O nome do lugar é Villa-Rosa, eles cobram 10,00 por pessoa, como se fosse a entrada para o show e mais o que você consumir. O restaurante tem cerca de uns 100 anos de idade, todo decorado em estilo mourisco, muito lindo. E a comida lá é muito gostosa, o vinho também, e o show de flamenco é com música ao vivo! Muito legal mesmo. Salvou o dia todo! A dica que fica é: é bom chegar um pouquinho mais cedo, tipo uma 8 horas (o primeiro show é as 21 horas), pra conseguir uma mesa bem em frente ao palco. O lugar, pelo menos no dia em que fomos não estava cheio, mas não tinha mais mesas em frente ao tablado.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Demos Adeus a Andalucia e Nossa Companheira de Viagem

Caminhando Por Madrid
Chegamos a Madri! Parada final de nossa amiga perdida, a dona GPS... e em alguns dias da minha mãe também perdida rs.  A viagem foi longa, de Córdoba a Madri são mais de 4 horas de viagem, com as paradas para pipi`s e as óbvias partes em que nos perdemos, levamos 5 horas até a porta do hotel rs. Mas nós e a dona GPS estávamos cansadas, então podemos dar um alívio não? =P

Durante o longo tempo de viagem, fomos programando o que iríamos fazer hoje, pois chegaríamos as 2 da tarde e um museu, como o Prado leva quase um dia inteiro de passeio... Resolvemos que assim que chegássemos, iríamos dar uma volta pela cidade, para pelo menos nos situarmos.

Demoramos mais do que esperávamos com a entrega do carro... Dica: antes de ir para qualquer cidade dessas, pergunte no seu hotel, como se chega lá de metro, pois o de Madrid é uma loucura! Acabamos pegando um táxi, do local da entrega do carro, até ao hotel. Não foi caro, mas eles tem o péssimo hábito (isso também aconteceu em Valência) de cobrar uma taxa de aeroporto ou estação de trem, de uns 3,00, mesmo sem nenhuma bagagem.

O Ursinho Da Puerta Del Sol
Chegando no hotel, fomos dar uma volta por aí. Minha mãe falou para irmos a Puerta Del Sol e à Plaza Mayor, das quais tinha lido no meu livrinho sobre a Espanha.Esses são os locais do "baixo Madrid" rs. Lá pelas 9 da noite, todos vão a esses lugares, e ficam em barezinhos em volta, ou nas ruelinhas próximas.

A Puerta Del Sol, não tem nada demais, é simplesmente uma grande praça com algumas estátuas, uma super fofa de um ursinho subindo em uma árvore (acho que é o brasão de alguma dessas famílias da Espanha, só não seio qual).

Mercado San Migue

 No caminho para a Plaza Mayor, passamos por um mercado super legal, que vale a pena conhecer, o Mercado de San Miguel, lá você encontra de tudo! Mariscos frescos, chocolates, frutas, frutas secas, souvenir. E o lugarzinho é super agradável, vale a pena sentar em um dos bares lá dentro e tomar ou um vinho ou uma cervejinha ;)

Plaza Mayor
Na Plaza Mayor já é uma praça no meio de um monte de prédios bem antigos, com uma estátua de Felipe III bem no meio. Lá vale a pena comer uma paella, ou algumas tapas à noite, mas vai esperando um preço meio salgadinho, já que é um lugar turístico. A praça foi idealizada para receber eventos da cidade, o mais bizarro foi a cerimonia da auto-fé, durante a época da inquisição, onde os hereges eram queimados em fogueiras o.O
Mas graças a pessoas conscientes, isso não acontece mais desde 1680.  Apesar dessa história bizarra, é um lugar bem bonito e agradável.

Eu com a Catedral ao Fundo
Depois dessa caminhada, dei a sugestão de irmos até o Palácio Real, não para entrarmos, por já era quase 6 da tarde, mas só dar uma olhada, tinha uns jardins perto, e a catedral em frente, a Nostra Senhora de La Almuneda, é muito linda!  Chegando no palácio real, vimos um bando de gente entrando, e olhamos uma para outra: "por que não?". O guardinha nos disse que para nós, era de graça, que era só mostrar a nossa identidade XD

Descobrimos que as 6 da tarde, era de graça pra todo mundo ¬¬. Nada de privilégios para brasileiros. Descobrimos que no Museu do Prado também é assim, depois das 18 horas, a entrada é de graça! Mas em 2 horas (20 horas o museu fecha) não dá pra ver muita coisa. Mas no palácio, que nem pretendíamos entrar, ver qualquer coisa era lucro =P

Palacio Reales
O palácio real, até hoje é a morada dos reis da Espanha, nele existem 3.000 (sim! três mil!!!!) cômodos! Mas apenas alguns estão abertos para visitação. O que já está de bom tamanho, pois o que vimos, foi fantástico! Infelizmente não foi possível tirar fotos lá dentro, pois barram qualquer máquina fotográfica ¬¬, mas tirei várias na parte externa rs. Que é muito linda também. 

Por do Sol no Palacio Reales
Lá dentro, está uma parte da história dos reis espanhóis que lá viveram. Honestamente eu já me perdi nos Fernandos, Felipes e Isabéis que fizeram parte da história da Espanha. Não me pergunte quais deles moraram lá rs. Mas as pinturas, os tapetes que decoram as paredes, as porcelanas e pratas, tudo muito lindo. Tem também uma sala breguíssima, toda feita de porcelana! Sim, o teto e as paredes todos de porcelana. Bonito, mas brega. Em uma hora e meia vimos tudo, sem rodeios e sem floreios. Tiramos boas fotos do palácio e da catedral (que também se pode visitar, mas de catedral já chega as dúzias que vimos durante a viagem toda rs. Fica para uma próxima vez.

A noite, pensamos em comer uma paella, mas não encontramos nenhum lugar que nos agradasse, então comemos em qualquer lugar mesmo, uma paella mista (é o que mais tem), que leva frutos do mar e frango. Essa tinha mais frango (com osso!) que qualquer outra coisa. Mas estava gostosa.Infelizmente, não peguei o nome do lugar, mas era barato e o arroz da paella era bem saboroso. Mas ele fica próximo à Plaza de Santa Ana.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Uma Coca-Cola aos Pés de 1300 Anos

Estátua na entrada da parte histórica de Córdoba
Chegamos à Córdoba, uma cidade como disse a vendedora de uma loja lá, apenas uma passagem para os turistas. O que é uma infelicidade, pois teria que ter pelo menos mais um dia para conhecer as coisas direitinho. Passamos apenas uma noite lá, e a sensação é que deveríamos ficar mais um dia. Mas, tempo curto e hotel em Madrid marcados, não tinha muito jeito =/ Mas sem lamentações, vamos à minha visão de Córdoba:

Pra começar, o Hotel, chamado El Conquistador, fica dentro da cidade histórica, e, por causa disso, nos perdemos... De novo! Dessa vez a dona GPS não teve muita culpa, ela estava nos levar direitinho ao local, mas assim que entramos na rua, que só tinha turista e uma placa escrita: "somente veículos autorizados", entramos em pânico, com medo de sermos multadas. Mas a coitadinha dona GPS estava certinha.

Voltando ao hotel, ele fica no coração do centro histórico, em frente à Mezquita-Catedral e pagamos o que eu achei um preço muito justo para um hotel 4 estrelas com uma localização desta. Assim que nos registramos, não tínhamos tempo a perder, pois só tínhamos aquele dia para visitarmos o máximo de coisas possíveis. E, como La Mezquita-Catedral era em frente, foi nossa primeira parada...


Parte interna da Mezquita-Catedral
La Mezquita-Catedral foi construída em cima de uma igreja, a Igreja do Martírio São Vicente, no século V, com a entrada dos mouros na região. A construção da Mesquita em si, começou em 785, e chegou a ser considerada o santuário mais importante do islã no lado ocidental. Com a retomada pelos cristãos, Carlos V, para "cristianizar" o local,  construiu uma catedral no interior da mesquita. Tempos depois ele mesmo admitiu que destruiu uma construção única no mundo. E vou te dizer uma coisa... destruiu mesmo. Porque lá dentro é simplesmente fantástico! Tudo com arcos mourisco,  os tetos todos trabalhados, um detalhe atrás do outro, que você até se perde. É uma pena que as fotos não mostrem nem metade da beleza do lugar (principalmente porque saiu tudo tremido, porque não podia usar o flash da câmera =/). Até mesmo a catedral construída pelo cristãozinho duma figa lá, é linda. Mas ainda prefiro a parte dos mouros, rs. Muito mais suntuoso, do jeitinho que eu gosto rs.

Jardins das laranjeiras, patio da Mezquita-Catedral
No pátio da mesquita, tem as laranjeiras, onde os muçulmanos se lavavam antes de entrar para rezar. É um lugar bem agradável. Podia passar o dia em baixo de uma sombrinha das árvores lendo um livro rs. Mas não tínhamos tempo! Estávamos igual ao coelho branco da Alice, correndo atrás do tempo rs.

Próxima parada... almoço, porque ninguém é de ferro =P Assis que saímos da mesquita, um carinha estava entregando uns papéis com o menu de um restaurante árabe. Minha mãe, que adora essas comidas estranhas, resolveu que tínhamos que comer lá. O Restaurante Al Sultan, bonzinho, nada demais, mas era um lugar todo aparamentado, com cara de tenda árabe mesmo, os garçons mal falavam espanhol, inglês então puff! Tristeza rs. Mas a comida era honesta, os preços, nem tanto, minha mãe comeu um cuzcuz muito do carinho. Eu comi uns pinchittos de cordeiro, que nada mais é que espetinhos de cordeiro. Estavam honestos também rs. Mas já comi churrasquinhos de gato melhores  e beeem mais baratos =P.

Jardim de Alcáar, com vista para a fortaleza
Voltando aos passeios: É tarde! É tarde! Temos que ir ao próximo lugar! Alcázar de Los Reyes Cristianos é uma fortaleza-palácio. Sua estrutura básica data da época cristã, quando os Visigodos invadiram o Império Romano na região Ibérica principalmente, durante o século V. Durante a invasão muçulmana uns 250 anos depois, a fortaleza foi reconstruída, justificando sua cara islãmica. E no seu período de governo, foram criados jardins, banhos e a maior biblioteca do ocidente (não vi nenhum livro por lá, uma biblioteca então, só nos sonhos rs). No século XIII, com a retomada cristã, houveram modificações na Alcázar. Durante o reinado de Isabela I e Fernando II, a fortaleza serviu como tribunal para a Inquisição Espanhola.

Gran Mosaico Geomátrico datado do século II
Convenhamos que a história é muito interessante, poderia ficar pesquisando mil coisas pra dizer um pouco mais para vocês, mas na real, o interior do castelo, pelo menos a parte que eu vi, não é lá muito essas coisas não. Uma exposição legal lá dentro, são os mosaicos datados do século II, que foram encontrados em sítios arqueológicos da cidade. São muito lindos. O mais impressionante pra mim foi o gran mosaico geométrico, encontrado inteiro! (foto). Apesar de não ser muito interessante a parte interna, a visita vale a pena pelos jardins, com água corrente por todo ele, algo bem relaxante e tudo super bem cuidado,  tem até uns pavões andando pelos canteiros.

Jardins no interior de La Juderia
Ainda correndo contra o tempo e, agora também contra o anoitecer, fomos andar pelo bairro La Judería, um antigo bairro judeu, que foram expulsos no século XV pelos cristãos xiitas Isabel I e Fernando V. O único prédio judeu que restou foi a Sinagoga do século XIV. Que infelizmente estava fechada na hora que chegamos (tudo bem que já eram 19:30 rs). Mas a caminhada até lá valeu a pena, em frente a sinagoga, tem uma porta em arco com um jardim muito lindo. Lá dentro descobrimos umas lojinhas muito lindinhas. Caras, mas vale a pena ver rs

Calle de Las Flores
Além da Sinagoga, vale a pena caminhar pelo bairro, com suas ruazinhas estreitas e casinhas brancas. Passa pela Caille de las Flores, é algo bem gostoso também, com todas as flores penduradas nas paredes, janelas e portas. Muito fofo XD.  Se perder por lá é fácil, e de uma certa forma bem legal, pois, como sempre nos perdemos nessas ruelinhas, sempre descobrimos lugares muito bonitos. Algumas casas com seus jardins internos, os quais pudemos ver através dos portais de ferro todo trabalhado. Muito lindo mesmo.

Vista da Mezquita-Catedral da Ponte Romana
Dali, com menos pressa, mas ainda preocupada de não pegarmos o por do sol, fomos para o último tour do dia: A Ponte Romana, uma ponte por onde passavam os exércitos que atravessavam o Rio Guadalavir, que corta Córdoba em duas. A ponte é muito bonita, e pegar o Por do Sol lá, dá umas boas fotos. E é um bom lugar para dar um passeio no fim de tarde tomando um sorvetinho ;).

Mas você deve estar se perguntando até agora... "Que maldita coca-cola é essa???" Nada demais rs, só um comentário que eu e minha mãe fizemos enquanto comíamos umas Patatas Bravas (batata frita com molho apimentado) aos lado da mesquita: "Quem diria que você estaria bebendo uma coca-cola aos pés de um monumento de 1300 anos?" =P

Enquanto me entupia de refrigerante, pois a Patatas Bravas são bravas mesmo,  um homem veio nos perguntando, com um papel na mão que língua falávamos e, nos entregou o papel escrito em inglês, e o nosso final de noite, depois daquilo ficou muito mais interessante...  Colocarei na íntegra, o que ele escreveu, pois segundo ele, ele mesmo avia escrito o texto:

Córdoba City

" Eight centuries ago, the population of Cordoba was one and a half millions. In 1236, when Fernando I was king, the arrival of the Christians changed life in the city. In 1609 the Jews and the Muslims were forced to leave Spain. Life in Spain was difficult if it believes in a non-Catholic God.

If you go through the city you`ll find that the streets are very narrou. That is because in summer it can be more than forty Celcius degrees. Water, you can hear flowing in houses wich you can visit to eat a meal and drink a sherry. In May there are planty ones. Flowers on the walls, white walls become white and green as a flag.

Wisdom was heart of Europe eight centuries ago. Here in Cordoba, Maimonides and Averoes were philosophers who interpreted Aristotle according to the Jewish and Muslim religions. Later, Tomas de Aquino did the same according to the Christian religion. All of them were born in Spain. Today it is difficult to live among three religions. What happened? News tell us it is impossible to live together. Here in Cordoba we think with a soup, sitting, listening to a sweet melody, walking , meanwhile water tell us it has no past.


Today in this town there are one and a half millions citizens; seven and a half hundred thousands live here, seven and a half hundred thousands are visitors like you. All become the same city wich once was. When it is very hot, water is the same for all of us, because we all drink the same... Nevertheless in Cordoba it taste specially good"


A gente  deu  50 centavos pro cara, mas pela diversão deveria ter dado mais rs. Boa noite pra vocês, e lembrem-se nós bebemos da mesma água =P

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nos Arrastando por Sevilha

Sim, estávamos nos arrastando Hoje, se estávamos cansadas ontem, hoje ainda mais. Toda vez que viamos u banco ficávamos lá igual a duas velhas rs.  Como mudamos nossos planos, resolvemos ficar duas noites em Sevilla. E realmente, menos que isso, impossível ver tudo.

Patio Central em Alcázar
E para nosso cansaço, o dia também ia ser atribulado, cheeeio de andanças pelos pontos turísticos que iríamos entrar. Primeira parada: Reales Alcázares de Sevilha, não é barato não, assim como a Catedral, tivemos que pagar um preço salgadinho (8,50 cada uma), mas é para uma boa causa, a manutenção desses lugares grandiosos, magníficos e, principalmente, bem cuidados!

A Reales de Alcázarer, ou simplesmente Alcázar, é muuuito linda, criada inicialmente para ser uma fortaleza, a alcázar foi criada pelos muçulmanos, na era de Abd Al-Rahman III, no início do século X. Ao longo dos séculos seguintes, alguns "puxadinhos" (de alta classe!), foram sendo feitos, e uma parte da Alcázar, se tornou um dos palácios do sultão. No século XIII, já retomada pelos cristãos, o Rei Alfonso X manda fazer um palácio gótico dentro das muralhas de Alcázar. Até hoje, a família real espanhola, quando visita Sevilla, tem hospedagem garantida. A alcázar, hoje, é considerada o palácio real em atividade, mais antigo da Europa!

A Puerta del Priviliegio
Mas chega de história, descrições, sensações... isso é o que importa. Sinceramente, eu poderia passar o dia inteirinho lá, os jardins, são de uma paz, o barulhinho das águas das fontes, tudo muito lindo. Tem até um labirinto! Entramos nele, mas os galhinhos nos espetavam muito e resolvemos sair =P Dentro do jardim, há várias construções, como a Puerta del Privilegio, que nos dá uma boa visão dos jardins, quando se sobe nela.

Dsntro da alcázar, possui características de vários estilos, mouriscas, barrocas, renascentistas, e o mais legal, é que estava tendo uma exposição sobre porcelanas - você deve estar pensando: "chaaato...", mas nem! Tinha umas coisas bem legais, e uma animação em que se mostrava os diferentes estilos que voê poderia econtrar dentro da alcázar. Muito interessante mesmo. Mas devo confessar uma coisa: o estilo barroco que ele mostra no videozinho da exposição, ô gente pra desenhar mal! Uns bonequinhos feios, narigudos, parece até vilão de histórnha do batman =P

Alcázar
O que mais me apaixonei, de verdade, foram as estruturas mouras, cada detalhes, que você fica impressionada! As paredes, os azulejos, tudo! A atençõ as coisas decorativas vai literalmente do chão ao teto. E, claro, não conseguia parar de tirar fotos rs. Vai ser difícil depois organizar tudo isso, quando chegar no Brasil.

Tava tudo muito bom, tudo muito bem... mas realmente, realmente... a gente tava cansada muuuuito cansada. Acho que por causa disso, tenho tantas dificuldades pra lembrar o que fiz para descrever aqui rs. Mas bola pra frente que ainda tem muitos dias em frente!

Depois da Alcázar, pensamos em ir na Plaza de España e na Torre del Oro, mas o cansaço nos fez escolher uma, e a vencedora foi.. Plaza de España, pois tram (um bonde modernoso), nos deixava pertinho rs

Plaza de España

E olha, é uma praça impressionante! Ao contrário de outros monumentos e pontos turísticos, esta praça, pode ser considerada um bebê, pois foi construida em 1928, para a Feria Ibero-Americana de 1929. Além disso, lá foi filmado a O Episódio II de Guerra nas Estrelas (o.O) - vi o filme e não me lembro de ver nada parecido.

O lugar por si só já é impressionante, mas quando você se apega aos detalhes, nossa, é algo fantástico! Super agradável. Eu e minha mãe fomos lá pensando que era uma prqaça legal, com muitas árvores, algumas esculturas de algum santo, mas a praça é imensa! Ela é formada por uma construçao em semi circulo, como uma meia plaza del toros, No centro do semi-circulo, tem uma fonte, onde tentei tirar uma foto, ma o vento estava tão forte, que me molhou toda rs

Artes em azulelo representando as cidades e regiões da Espanha
Na parte interna da estrutura, existem várias artes em azulejos ou pinturas, representando as principais cidades e/ ou regiões da Espanha, acho que serviu para a feira ibero-americana. Tirei fotos de alguns, mas de todos era praticamente impossível, eram muitos! Lá ta,bé tinha um laguinho num formato de mini-rio em semi-circulo também, onde se poderia alugar um barquinho a remo por 5,00 (esses espanhóis, aproveitam qualquer coisa no turismo neh? rs), mas me recusei a pensar na hipótese de sair remando, de tão exausta que eu estava.

Na construção em semi-círculo em si, não tinha o que fazer, só tirar umas fotos. Mas algumas coisas da prefeitura funcionam ali (não me pergunte o quu é, não perguntei =P). Dali, fomos comer, pois não fazíamos uma refeição descente desde o café da manhã. Chegando numa rua próximo do hotel a Calle Sierpes (ótima para fazer compras rs), encontramos um restaurante com especialidade em peixes, chamado Bodega Góngora. Uma droga sem igual, de o garçon esquecer de pedir o prato da minha mãe. Além disso, a comida não era lá essas coisas e além disso não era barata. Então fica a dica: não comam lá! rs.

Depois disso, estávamos loucas por um doce, e tinha uma Confiteria mega fofa no caminho de volta ao hotel, chamada Confiteria Campana Sevilla. Muito lindinha, mas os doces não são isso tudo não... mas sabe como é né? Chocolate, é chocolate rs. É gostoso mesmo quando é ruim =P. Acabamos não indo no show de flamenco... fica para outra cidade ou para a próxima viagem à Espanha ;)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mais Uma Vez Perdidas, Agora em Sevilha

Mudanças de plano, resolvemos ir de Ronda direto para Sevilha. Uma pena, pois estava com vontade de conhecer Cádiz. Mas o tempo é curto, e Sevilha tem muitas coisas para conhecer. A viagem para lá foi bem tranquila, nada de novo na estrada, só as mesmas oliveiras de sempre rs.

Prédio numa das ruas próximas a catedral
Chegando na cidade aí sim... Primeiro tivemos que esperar uns 15 minutos pra uma galera de bicicleta passar, pois estava tendo um evento tipo o dia sem carro na cidade. E no exato momento que passamos na avenida, o comboio de bicicleteiros estava passando. Mas isso não foi o pior, nossa queria companheira de viagem,a dona GPS, pra variar... se perdeu.  ¬¬ Ela nos colocou em umas ruelinhas, que mal dava pra passar carro. Teve uma curva, que minha mãe (que ainda não me deixou dirigir ¬¬) teve que fazer manobra pra virar! Ficamos nessa brincadeira, uma meia hora. Mas em fim chegamos ao hotel.

Estamos hospedadas no Hotel América, é bem bonzinho, 3 estrelas, numa boa localização, bem próximo dos principais pontos turísticos. Não vou negar que estamos ficando cansadas de tanta andança por aí, mas é um mal necessário, quando se tem muitas cidades para visitar em tão pouco tempo. Mas bola pra frente! Vamos passear e comprar! Mas comprar? Hoje? É domingo... E nada, literalmente nenhuma loja abre! Até alguns bares não abrem! Bem, olhar vitrines não mata né? =P

Frente da Catedral de Sevilha
Com tudo fechado, fomos caminhando por aí, rezando para que os pontos turísticos pelo menos estivessem abertos. Rezamos tanto que chegamos em uma catedral. Na verdade não em uma catedral qualquer, A Catedral de Sevilha, considerada patrimônio cultural da humanidade, foi construída para ser inicialmente uma mesquita. O início de sua construção foi em 1181 (época que ninguém sonhava em tentar descobrir o Brasil) e terminou em 1198. Sua parte externa é fantástica, poderia ficar tirando milhares de fotos dela.

Mas como nada terminou em flores para os mulçumanos que aqui viviam, 50 anos depois de seu término, os cristãos que entraram reconquistando tudo por aqui, a transformaram em uma catedral. E ao longo dos últimos 700 anos, os cristãos foram modificando a catedral, até se tornar o que é hoje.  A catedral, possui várias obras de artes principalmente renascentistas, possui um órgão imeeenso, muito lindo todo trabalhado em madeira. Um altar que minha mãe considerou que levou todo o outro que levaram das Américas, de tão dourado que era. Meio over, eu achei. Mas não tira a sua grandiosidade.

A torre Giralda com suas janelas estilo mourisco
A catedral tinha três pontos muito badalados, o primeiro era o altar dourado mega over rs, o segundo era a torre da igreja, a Giralda, onde estão os sinos. A pequenininha tem 96 metros de altura, e graças a Deus, para subir não tem escadas, mas sim rampas. Tudo bem que são 34 rampas. Mas a partir da 10, você tem janelinhas uma de cada lado da torre, as janelas são no estilo mourisco, lindas quando se vê pela parte externa, por dentro, pode-se ver a cidade diminuindo de tamanho e, de um dos lados, você consegue ir vendo mais e mais a parte superior da igreja, que possui detalhes lindos! No alto, pode-se ver Sevilha por inteiro! Uma cidade muito fófis XD. E os sinos, ah me apaixonei por aqueles sinos!  O difícil lá em cima é conseguir um espacinho para olhar a vista, de tanta gente que tem.

Túmulo de Cristóvão Colombo
O terceiro point, é o túmulo de Cristóvão Colombo, que é mais chique que o do rei Fernando III de Castela. Em cima do túmulo do grande navegador, tem uma estátua com os reis da Espanha carregando seu caixão. É bem interessante o túmulo.  Mas vou dizer uma coisa, não sei porque, mas a catedral de Granada me encantou mais. Não por fora, mas por dentro.

Depois da visita a Catedral, onde pagamos 8,50 cada uma para entrar, resolvemos ir no Barrio deSanta Cruz, não tão fim de mundo como no rio, o local é um antigo bairro judeu. Fernando III acabou com todos (ou quase todos) os judeus que tinham por lá. Hoje pouco se resta das características judias do lugar, exceto talvez por uma sinagoga que hoje virou uma igreja. Nessa hora, o que menos queríamos ver era uma igreja, então pulamos esse fato histórico da cidade, como quase todas as outras igrejas de Sevilha =P

Loja no Barrio de Santa Cruz
Mas voltando a Santa Cruz, é um bairro super agradável, cheio de ruelinhas super fáceis de se perder. Algumas delas nenhum carro passa! Todas as casinhas pintadinhas de branco, cheio de lojinhas com coisinhas super bonitinhas. Paramos em um barzinho qualquer só pra tomar uma cervejinha, descansar os pés, que já estão inchados de tanto andar.

Tínhamos programado ir a um show de flamenco, dança típica da região, mas acabamos perdendo a hora (aqui escurece 8 horas da noite!), então passamos para outro dia.. Resolvemos sair apenas para comer, mas com tudo fechado (afinal, era domingo a noite, a cidade estava deserta), foi difícil achar um lugar pra comer. Acabamos parando num restaurante italiano, chamado La Mafia, muuito bom! Comi uma pizza (que daria para duas pessoas), Margherita La Mafia, com tomatinho cereja, manjericão e azeite (os azeites brasileiros nem s comparam com os daqui!), uma massa super fininha, MAGAVILHA!

domingo, 18 de setembro de 2011

Rodando Por Ronda e Encontrando as Noivas

No Caminho Para Ronda
A saída de Granada foi super tranquila. Sem problemas, até a maluquete da mulherzinha do GPS estava colaborando, sem nos mandar para nenhum lugar estranho e/ ou ermo.

A estrada para Ronda é tranquila, de vez em quando aparecia um castelo na estrada, no meio de alguma plantação (de oliveiras é claro). Como é uma cidadezinha muito escondidinha, a estrada para lá eu uma secundária, que passam poucos carros, e é de mão dupla. Nessa estrada mesmo, passamos por um lago lindo, um azul indescritível, que a foto não dá o valor que a cor do lago tem. Mas não descobrimos qual era o lago, pois não consegui achar a estrada no mapa. E o lago que tinha na estrada que eu achava que era no meu livrinho, não tinha nome =/

Iglesia del Espíritu Santo
Chegando em Ronda, aí começaram os problemas com a maluca do GPS. Primeiro minha mãe (que até agora não me deixou dirigir... entrou na rua errada, e acho que a dona GPS lá não tinha se atualizado com as ruas, e nos mandava entrar em contramão ou simplesmente não sabia onde estávamos. Quando conseguimos nos achar, estávamos quaaase chegando e apareceu o que? Uma rotatória!... Ela falava para entrarmos na terceira a direita, entrávamos e ela dizia que não estávamos certas... Depois de quase meia hora nessa brincadeira (entramos na mesma rua umas três vezes rs), e ela dizendo que já havíamos chegado ao nosso destino, (e não encontrávamos o hotel), descobrimos o que estava errado... O hotel, ficava dentro de uma muralha! Sim! Dentro da muralha, na parte antiga da cidade.

O jardím da pousada
Uhu! Finalmente havíamos chegado. Na verdade era uma pousadinha mega fófis, chamada Jardín de la Muralla ao lado da Iglesia del Espíritu Santo, um dos pontos turísticos da cidade. O serviço e o quarto em si não são as mil maravilhas, mas para passar apenas alguns dias, estava bom. O café da manhã é mega simples, mas os jardins, OMG... lindos, o próprio dono do hotel cuida, cheio de bonsais, árvores frutíferas, uma piscina. Muito lindinho e aconchegante.

Mas o mais engraçado da chegada do hotel, foi quando fomos nos registar. A moça que estava atendendo (acho que ela era arrumadeira/
A daminha fófis XD
recepcionista), nos disse que estava acontecendo um casamento na igreja ao lado, e por isso os quartos não estavam prontos ainda o.O Depois eu fui entender, que a noiva ia ficar hospedada no hotel pra lua de mel... Tivemos que esperar o casamento acabar pra conseguirmos um lugar para estacionar o carro. Eu e minha mãe passamos o tempo observando as roupas das mulheres do casamento =P Acho que muitas delas estavam inspiradas nas primas do príncipe William quando se vestiram... Roupas, sapatos e chapéus (e que chapéus!!!) nada combinavam. Consegui ver a noiva de longe, estava bonita, mas não consegui tirar fotos Mas tirei de uma daminha muito fofolete XD.

Depois disso tudo, paramos o carro, colocamos as malas no quarto, e fomos almoçar. Por indicação do hotel, fomos a um restaurante chamado Bodega de San Francisco, na praça em frente às muralhas. Um lugarzinho muito gostoso, em que as mesas ficam na pracinha, e a comida é bem gostosa. Eu comi uma chuletillas de cordero maravilhosas, tanto que minha mãe ficou com inveja que à noite ela pediu pra ela rs. A dona é muito simpática. Gostou tanto da gente que nos deu um chupito de um licor de caramelo muito bom.

Depois do almoço, fomos aproveitar nosso único dia em Ronda. Com o mapa na mão, fomos caminhando pela parte velha. Um calor desgraçado, subidas debaixo de um sol de meio dia (eram 14 hr, mas a sensação era de sol de meio dia o.O).

A puente Nuevo
Fomos ao primeiro point da cidade, a Puente Nuevo, passando por ela distraidamente, nada mais é do que mais uma ponte. Mas olhando para baixo... PELAMORDEDEUS! ela está em cima de uma garganta do desfiladeiro El Tejo, por onde passa o rio Guadalevín. Sua altura é de 96 metros!!! Pouquinho né? dá uma olhadinha na foto. A ponte foi construída no século XVIII, pelo Felipe V e é, até hoje, uma das maiores construções da Espanha. O desfiladeiro é algo fantástico, eu não conseguia parar de tirar fotos... cada ângulo era algo deslumbrante. Acho que valeria a pena conhecer essa cidade só por essa ponte (na verdade, foi o que me chamou atenção de início).

Da ponte, fomos andando e chegamos a Plaza del Toros. No meio do caminho, vimos uma noiva descendo a rua numa "carruagem" com um cavalinho todo enfeitadinho com guisos, fazendo muito barulhinho (infelizmente não consegui pegar a máquina a tempo). Mas voltando aos touros,

Plaza de Toros
infelizmente não pudemos ver nenhuma tourada... (não quer dizer que eu goste de ver o bicho sofrer, mas acho muito legal, a dança do touro com o toureiro). Nessa época do ano, em Ronda, tem os festivais de tourada e flamenco, que terminaram 4 dias antes de chegarmos lá. ¬¬ Mas tudo bem, só de conhecer a arena, e ver o museu, já valeu a pena. Acho esses lugares muito legais. XD

Saindo das touradas, resolvemos conhecer as outras pontes. A Puente Viejo e a Puente Árabe. Tentando descobrir o caminho, fomos descendo uma meeeeeega ladeira, e no meio do caminho,
O Desfiladeiro por onde passa as pontes
encontramos La Casa Del Rey Moro, que é como um museu com um jardim e uma tal mina. O lugar em si é muito bonito, tem vista para a puente nuevo e para toda a parte antiga de ronda, com suas casinhas brancas penduradas no penhasco. A casa, acho eu está fechada para restauração, por isso, só pudemos visitar os jardins. "Mas e as minas?" - Você deve estar pensando... eu também, fiquei catando a maldita mina. Passeando pelos jardins, achei umas escadas que desciam e iam para a tal da mina. Estava começando a descer, e um cara veio me falar que era muito profunda, porque a mina, era no rio que banhava a garganta. tipo uns 70 metros de degraus!!!! Olha, eu adoro um desafio quando estou viajando, não me importo de subir escada. Mas 70 metros, hum... passo. rs Mas desci alguns degraus e achei uma janela tipo vigilha, que rendeu uma boa foto do meio do despenhadeiro.

Saindo da casa del rey moro, continuamos nossa meega descida até a ponte vieja, é uma ponte bonitinha, mas depois

Casa Del Rey Moro
da puente nuevo, não tem muito tchans! assim não. Ela fica numa parte mais baixa do desfiladeiro (mesmo assim de uma altura considerável...). Mas essa ponte e a ponte árabe (teoricamente construída pelos mouros e que fica mais abaixo da puente viejo), não valem tanto a pena de visitar, acho que perdemos a chance de ver outras coisas mais bonitas na cidade. Além disso, depois de descermos tudo, tivemos que subir! pelo menos achamos uma subida menos íngreme e muito mas fácil de subir, que nos deixava do outro lado da puente nuevo.

Depois desse sobe e desce todo, estávamos tão cansadas que nossas pernas não respondiam mais rs No meio do caminho, vi outra noiva! Dessa vez dentro de uma limousine, mas haja noiva em um dia só não??

Depois dessa, fomos para o hotel, e de noite comemos novamente da bodega de San Francisco.

sábado, 17 de setembro de 2011

Os Mouros e Granada.

Granada tem uma história muito antiga, começando pela colonização dos romanos no século V, que chamavam a cidade de Illibris. O nome foi mantido até a colonização moura no início do século 8, quando passou a ser chamada de Granada.

Com a ocupação muçulmana, a cidade prosperou (e muito!) tornando-se uma das mais ricas de toda a Europa (tanto culturalmente, quanto economicamente). No século XIV, a cidade foi tomada pelos cristãos, e ai a coisa começou a degringolar de vez... Toda a fantástica arquitetura mourística estava sendo destruída, mesquitas se tornavam igrejas. Fernando V e Isabel I começaram um projeto cristianizaçaão para todos (hoje, isso passa do real politicamente correto e da liberdade de expressão).

No século XVIII,a   coisa estava tão desgringolada, que Granada entrou num buraco quase sem fundo, sendo praticamente esquecida dos eventos nacionais. Isso até um americano, chamado Washington Irving escrever o livro Contos de Alhambra, no século XIX, quando artistas, trabalhadores começaram a se interessar de novo pela cidade.

Essa história, serve para mostrar um pouco da arquitetura mourística que caracteriza tanto os locais que visitei hoje em Granada. Mas chega de formalidades! Vamos ao passeio de hoje.

No ônibus turístico
Ontem pensamos numa estratégia para conhecer a cidade em tão pouco tempo... pagar aqueles ônibus City SightSeeing, que percorre alguns pontos turísticos da cidade. O negócio é bem turístico, e custa 18,00 por pessoa, mas vale a pena, pois você pode saltar nos pontos turísticos e pegar o próximo ônibus. Eles passam a cada 30 minutos nos pontos de referência. E o ticket é valido por 48 horas! Como só tinhas 24, não nos adiantou muita coisa essa promoção =P.

Foi um passeio interessante, pudemos ver onde as coisas estavam localizadas, e qual a distância do centro da cidade. Um dos pontos que nos interessou e que dava tempo de conhecermos, foi o Parque Frederico García Lorca (um escritor espanhol muito conhecido, que viveu e morreu em Granada). O parque é muito gostoso, um ótimo lugar pra relaxar e passear no meio dos roseirais. O passeio foi rapidinho, pois nossa programação estava bem corrida, mas deu pra desfrutar até o próximo ônibus chamativo chegar.

Casa de Frederico García Lorca
Quase perdemos o maldito ônibus, mas consegui correr a tempo e enrolar o @%$ do motorista de ônibus que não queria esperar a minha mãe acabar de atravessar a rua... Depois disso, fizemos o passeio completo com o ônibus, só saltando no ponto final, na Catedral.

As casinhas brancas em Albaycín
De lá, planejamos ir para ALBAYCÍN, um dos antigos bairros mourisco, onde todas (sim, todas, não há exceções!) as casas são branquinhas. É um bairro de muita subida. Seguimos a dica do livro que comprei e subimos pela Carrera Del Darro. Pensamos em tomar um banho turco (marcar para o fim do dia, pois seria legal relaxar um pouco do passeio), mas a 32,00 o banho com massagem, para cada uma de nós, desistimos.

Continuando o passeio, resolvemos parar para comer algo. Minha mãe escolheu o restaurante mais pelo nome do que por outra coisa - Rabo de Nube. Um restaurantezinho super simples, com mesinhas na praça em frente, onde se pode comer nas sombras fresquinhas das árvores da pracinha! Foi baratinho, e a salada estava divina! Tomates molhados no azeite com uma pimentinha e um temperinho verde por cima. Perfecto!

Depois do almoço fomos nos torturar e queimar todas as calorias consumidas nos pães que comemos de entrada no almoço rs - e subimos as ruelinhas de Albaycín.

Dica: Faça esse passeio de manhã cedo, quando o sol não está torrando e você não suará em bicas!

Vista da Alhambra de Albaycín
Depois de muito nos perdemos, pois as ruelinhas são todas iguais, chegamos (mortas) ao Mirador San Nicolás. E tem a vista mais incrível da Alhambra. Por falar nela, lembramos que estávamos atrasadas para ir a ALHAMBRA! Descemos correndo (na medida do possível) o bairro, que em alguns momentos me lembrava muito as ruelinhas de Santa Tereza. Saímos, com sorte, em frente ao ponto do ônibus turístico chamativo, que nos levaria até a Alhambra.

Uma dica sobre Alhambra, é que você deve comprar os tiquetes com antecedencia pelo site ou pelo telefone 902 224 460. E tem que comprar antes mesmo, se não você não entra! Pois o numero de visitantes é limitado. Nós compramos ingresso para visitar o palácio as 19 horas. Aqui nesta época do ano, essa hora ainda está claro, então não há problemas para ver as coisas.

Em Generalife
E vou te dizer uma coisa... o lugar é fantástico! Como nossa visita ao castelo principal tinha hora marcada, tínhamos pouco tempo para visitar tudo. Vou tentar descrever um pouco da Alhambra pra vocês...

Ela começou a ser construída em 1237, pelo fundador da dinastia muçulmana Nasrid, Muhammad I, seu termino (por assim dizer), com o Rei católico Carlos V, que após seu casamento com Isabela de Portugal, decidiu construir um palácio em Alhambra (este que é considerado um dos trabalhos mais importantes da renascencia).

Os Jardins de Generalife
Apesar de ter uma extensiva arquitetura e tendências mouristicas, algumas mesquitas possuem imagens católicas e são consideradas igrejas, pois (de novo!) os reis Fernando II e Isabela I, queriam por que queriam que todos no reino de granada fossem cristãos.

Hoje considerada pela UNESCO Patrimonio da Humanidade, a Alhambra é dividida em três partes principais:

1. Generalife - um jardim imenso e fantástico! Construído para ser o jardim de relaxamento do Sultão, é um jardim super bem cuidado, com várias fontes, diferentes tipos de flores, e na saída tem uma floresta de ciprestes. Juro que se pudesse levar cheiros para casa seriam a maioria desse jardim!
Alcazaba

2. Alcazaba - parte mais antiga da Alhambra, foi construída no século IX para ser uma fortaleza, tem uma vista bem legal, tem uma vista muito bonita, é uma construção fantástica, vale a pena conhecer. MAs não foi o lugar mais impressionante de todos lá dentro. Pode ser que essa impressão seja porque eu já estivesse exausta e não sentisse mais os pés =P


Um dos pátios internos do Palácio Nasrid
3. Palácio Nasrid - tínhamos horário marcado para o palácio, pois apenas um número limitado de pessoas pode entrar ao mesmo tempo. E vou te dizer, valeu cada euro gasto e a pequena fila para entrar. Porque o lugar é fantástico. No horário que a gente foi, o sol já estava descendo, o que deixava tudo mais fantástico! O palácio, na verdade, ricos em azulejos, trabalhos em madeira esculpida tudo em arte mourisca. Com muitas fontes, água em cada jardim interno, com flores. É incrível!

Saindo do palácio estávamos meega cansadas e perdemos o último ônibus vermelho discreto para o hotel ( e a Alhambra é bem longe do centro...) Tivemos que pegar um ônibus comum pra casa, mas ainda não perdoo o b@b@c@ do motorista que não quis esperar a gente por mais 1 minuto!

Chegando no centro mortas, sem sentir qualquer parte do corpo, paramos em uma pizzaria e tomamos um vinho. O lugar bonzinho era bonzinho, honestamente não me lembro do nome, mas lembro que ficava próximo da Plaza Bib-Rambla. Não foi caro, e o serviço foi bom.

Pessoal, desculpem o post gigante, mas foi muita coisa em pouco tempo rs. Prometo não me alongar tanto da próxima vez.
Bjins!