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domingo, 30 de dezembro de 2012

O Amor Custa Caro!

Praia do Amor
Quinto dia em Pipa, nossos passeios pagos acabaram. Já visitamos o sul, um pouquinho do norte e agora temos que conhecer... Pipa, neh?

Hoje fomos conhecer a Praia do Amor, que em todos os passeios, só vimos do alto de uma falésia ou do mar. Pelo que nos falaram dava pra ir pela areia para lá, atravessando algumas pedras. Pensamos que seria uma caminhadinha boa, mas na verdade é rapidinho. Em 10 minutos você chega lá. O ideal, é ir para lá de manhã, quando a maré está baixa e tem poucas pessoas na praia.


Praia do Amor
A praia é pequena, dá pra caminhar toda sua extensão e é uma caminhada tranquila pois a areia não é fofa. Depois da caminhada escolhemos um bar aleatório para sentarmos, tomarmos uma cerveja. Assim que sentamos um garçonzinho muito lerdinho veio nos falar que sentar na barraca custava 30 reais, as espreguiçadeiras eram 5 reais e a consumação mínima era de 50 reais! Olhamos pra ele com aquela cara... BRINCOU NEH???? Logo depois outro garçom veio e nos disse que sentar na barraca menor era 10 reais e a consumação mínima era de 30 reais... Achamos a oferta menos absurda e pensamos com nós mesmas, consumir R$ 30,00 não é difícil, e alugar uma barraca em Copacabana também é uns R$ 10,00. 

As pedras que separam Pipa da Praia do Amor
(tem um caminho ao lado mais fácil rs)
O nome do bar é Pirata, e infelizmente, o serviço é péssimo, precisamos pedir umas 3 vezes pro cara trazer a cerveja (que pelo menos vem gelada). A comida E a cerveja são caríssimas (uma Skol de 600 ml custa R$8,00!!!) e não aceita cartão! 

Ficamos por lá até a maré começar a subir, e vimos dois afogamentos ao mesmo tempo! Quando a maré começou a subir, o mar começou também a puxar, e muito! Eu mesma fui dar um mergulho e tive dificuldades de sair. Bem perigoso. 


Na Praia do Amor
Depois de muito tempo tentando pedir cerveja e finalmente a conta, fomos procurar um lugar pra almoçar. Pensamos em ficar em alguns restaurante ali na praia do centro de Pipa mesmo, mas os preços não estavam muito diferentes da Praia do Amor....

Acabamos indo para a rua principal do vilarejo e escolhemos um restaurante aleatório. Paramos no Bistrô de Pipa, achei honesto, a comida era boa, o preço razoável, o atendimento nem tanto, mas valeu. Terminamos de almoçar e fomos pro hotel, terminar o dia na piscina e nos preparar para o ano novo!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Mangue e Banho de Lama

Quarto dia em Pipa! Hoje foi o dia de visitar o litoral sul do Rio Grande do Norte. O passeio é fantástico, um pouco salgado, o buggy fica em R$400,00. Mas vale muito a pena, a paisagem é linda, as praias que a gente passa são agradabilíssimas, enfim, vale muito a pena.

Praia do Amor (alguém consegue ver o coração?)
O passeio começa novamente com o buggy  nos pegando no hotel (hoje pelo menos não era o bugueiro suicida de ontem rs), de lá ele nos leva para ver as praias mais próximas de cima das falésias, que por si só são visões incríveis. Lembra vagamente um grand cannion, com uns platôs de uma cor alaranjada, lá embaixo você vê a geografia das praias do litoral.  A primeira parada é a praia do amor, que segundo o bugueiro tem esse nome porque as pedras que tem na praia formam um coração, mas pelo que eu vi você tem que abstrair muito para ver aquele coração, e eu conclui que eu não tenho esse poder de abstração rs.

As falésias
Depois de andar lá em cima das falésias, passamos para as praias, sendo que a maioria é deserta, por dois motivos, o primeiro é que estão dentro da segunda maior reserva de mata atlântica do Brasil (a primeira se não me engano está na Bahia), segundo que a maior parte da orla é cheia de pedra, dificultando o acesso à água. Fizemos uma parada para tomar um banho de mar por lá, mas só consegui cortar meu pé na pedra... Nada sério, só um arranhãozinho no dedo, mas bem doloridinho na hora. Apesar de uma das pedras terem cortado meu pé, eu achei o formato delas o máximo, elas tem curvas e buracos que criam formas super legais, como se fossem um tipo de coral.

Simbaúma
Depois de uns 30 minutos andando pelas praias, paramos em um vilarejo chamado Simbaúma, que novamente tem uma vista fantástica, o vilarejo de pescadores foi originado de um antigo quilombo. Andamos de buggy pelas suas praias,e chegando na Baia Formosa, paramos em um museu marítimo, criado por um pescador. O museu, fica na praia mesmo, onde o pescado construiu uma cabana de madeira e lá ele recolhe animais que morreram na praia e mostra deus ossos, tem um esqueleto de um filhote de baleia jubarte que foi morto por alguns imbecis (sim imbecis, para não falar coisa pior) usando um arpão, casco de árias espécies de tartarugas. É bem interessante, mas bem amador, para começar pela plaquinha que ele fez, escrevendo MUZEU MARITIMO, pelo menos é um trabalho interessante, da maneira dele ele tenta orientar as pessoas sobre a fauna marinha que ele conhece, conscientizar as pessoas sobre a pesca predatórias das tartarugas e mamíferos marinhos.E além disso, é de graça, ele mantém seu "muzeu" vendendo camisetas. Ganhou pontos extras comigo XD.

O "muzeu maritimo"
Nossa penúltima parada foi Sagi, uma vila de pescadores super simpática e lá conhecemos A figura dessa viagem, o Toreba. Essa figura como ele mesmo diz é só alegria! Ele é o melhor guia para você conhecer o mangue do rio sagi. O passeio é pago por fora, custa R$ 15,00 e vale a pena. Ele te leva pelo meio do mangue na sua canoa pelo rio de águas cristalinas e contando várias histórias, as quais você fica fascinado! Chegando numa curva do rio, ele "estaciona" sua canoa e podemos mergulhar numa água fresquinha, docinha e limpinha. Além disso, você pode tomar um banho de argila. Eu e Rachel nos encharcamos de argila e temos a foto pra mostrar... Só assim pra eu ficar da mesma cor que essas meninas que me acompanham em minhas viagens rsrs

Toreba é só alegria!
Depois de conhecer essa figura - que tem uma cabeça de dar inveja e um trabalho lindo de manter o mangue intacto - fomos a nossa última parada, a lagoa da coca-cola. Que não é do coca-cola obviamente rsrs, mas tem uma cor escura que lembra o refri. Ela fica na divisa entre Rio Grande do Norte e Paraíba. A água é quentinha e mancha não só o biquini, mas a pele também. Mas não se preocupem, se mergulharem não ficaram amarelados pra sempre, lavô tá novo rsrs.

Depois de tudo isso, paramos para comer numa fazenda que o bugueiro nos levou, o único defeito de lá é não aceitar cartão, mas a comida estava bem gostosa. E infelizmente não peguei o nome de lá, mas se você fizer esse passeio de buggy, esse restaurante é parada obrigatória rsrs.

Cheias de lama!
E assim termina nossa aventura de hoje. Chegamos cansadas e ficamos morgando no hotel mesmo. Amanhã tem mais ;)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Viagens de um Buggy

Bem amigos do Diário de Bordo, chegamos na hora de mais um dia de relatos sobre Pipa, aqui no Rio Grande do Norte!

Hoje foi o dia de vistarmos o litoral norte, na direção de Natal. Mas não chegamos tão longe, infelizmente =(  Mas mesmo assim foi um passeio muito divertido, fomos para a Lagoa de Arituba.

Caranguejo Gostoso...
Começamos o passeio com o bugueiro nos pegando aqui no hotel, o ideal é marcar no dia anterior com alguma companhia de turismo, pois o passeio dura umas 4 horas e na alta temporada não é fácil conseguir um bugueiro em cima da hora. O custo desse passeio é meio salgadinho, uns R$300,00 pelo buggy, não por pessoa. E nem adianta pesquisar preço, tudo aqui é um cartel, todos tem o mesmo preço, nós conferimos =/

O caminho para a lagoa foi feito pelas praias, mas tem como chegar lá pela estrada, porém é bem mais distante e convenhamos também não é tão bonito rs. Nossa primeira parada antes de chegar lá, foi uma praia que confesso que não me lembro o nome, mas tinha uma piscina natural e incrivelmente a água era fresquinha! e super transparente (para quem não sabe, as águas do nordeste são muito quentes). Ficamos lá mais de uma hora, pois não resistimos e comemos um caranguejo  Esse animalzinho pode parecer nojentos para muitos, pelo excesso de patas, e muitos pelos, mas feito com leite de coco, hum... DELÍCIA!Comemos em um barzinho que ninguém daria nada por ele, mas muito gosto o crustáceo vermelhinho. XD

Nós três dentro da gruta!
Depois de matarmos a vontade de um caranguejinho, continuamos nosso passeio, nossa segunda parada foi a gruta da pedra oca, que como o próprio nome diz é uma gruta numa pedra que separa o mar da parte de areia da praia durante a maré baixa. Durante a maré alta, toda a extensão de areia da praia, fazendo que todas as pedras fiquem submersas. É incrível como a variação da maré no nordeste é imensa, chegando a mais de 10 metros! Mas voltando a gruta, é bem legal, parece uma caverninha mesmo, e do outro lado você consegue ver as ondas batendo. Ela é bem baixinha coisa de 1 metro de altura no máximo, mas muito divertido entrar ali! XD

As ondas batendo na pedra que forma a gruta
Nossa última "parada" foi o que eles chamam de parque das dunas, que na minha opinião é pior que muita montanha russa por aí... PELAMORDEDEUS! Imagina você ali sentadinha no buggy, se divertindo com um sobe e desce rápido e de repente  uma duna que parecia ter mais de  90º de inclinação, e o nosso motorista não diminuía não... Muito nervoso, mas como é sempre bom uma pitada de emoção (nesse caso, uma xícara inteira rs) as voltas pelas dunas foram bem divertidas.

Depois disso, chegamos a lagoa de Arituba, um lugar QUENTE! Eu sei que pra quem está no Rio de Janeiro hoje deve estar pensando quente aí? Então vem pra cá! rsrs Mas mesmo assim, era muito quente, o sol estava de lascar, e quase não ventava o que é estranho para o Rio Grande do Norte (estado dos ventos). Apesar do calor de rachar, o lugar é muito gostoso, a lagoa de água doce e, assim como a piscina natural que paramos antes de chegar, com água fresquinha (o que diminuía bastante o calor terrível) e com uma coloração esverdeada bem linda.

Rachel nas dunas
Resolvemos almoçar por lá mesmo, o nosso bugueiro nos levou no Restaurante Edinaldo, um lugarzinho honesto, foi o primeiro luga em que pagamos comida com preço de nordeste, cada uma pagou uns R$32,00 por um peixinho frito com seus acompanhamentos, três pastéis, e umas quatro garrafas de cerveja. O peixinho estava bom, o pastel também e por incrível que pareça, a cerveja estava gelada!

Dá pra passar um dia inteiro na lagoa de Arituba, além dos restaurantes em volta, você pode andar de pedalinho, caiaque, fazer tirolesa (tudo pago, óbvio). Porém não fizemos nada disso, não só por não estarmos a fim, mas também porque tínhamos pouco tempo pra ficar lá.Demoramos mais tempo do que o bugueiro tinha estipulado, mas ele não reclamou, não seremos nós que iremos falar algo rsrs.

A volta foi tensa, naquele momento vimos como nosso bugueiro nunca havia aprendido direção defensiva... Ô homenzinho doido! Ele dirigia igual a um louco naquelas praias, não sei se era porque a maré estava subindo (e bem rápido) ou se porque ele simplesmente estava com pressa. só sei que teve uma hora que ele meio que perdeu o controle que a gente fez uma esfoliação de graça... No fim, quando chegamos no hotel, com o meu cabelo parecendo uma juba e eu um bife a milanesa muito bem passado...

Na lagoa  de Arituba
Nosso passeio que teoricamente duraria quatro horas durou o dia todo praticamente, chegamos quase 4 da tarde! Aí pra variar morgamos na piscina do hotel um pouquinho, e estava mais fugindo do sol, pois a narradora que aqui vos falam tá parecendo um chiclete de tutti frutti XD

De noitinha, resolvemos comer uma tapioquinha, pra variar, me entupi de tapioca que estou escrevendo aqui me arrependendo de ter comido tanto... Mas estava muito gostoso, o nome do restaurante é Quintal Restairante e Tapiocaria, o lugar é super fofo, uma decoração super simpática e um dos raros lugares em que não tem músicas irritantes (como forró...) Tava tocando Jack Johnson! A-MEI! XD

E por hoje é só... Amanhã tem mais com o bugueiro suicida rsrsrs

À Espera dos Golfinhos

Segundo dia em Pipa, só pra constar, dormir num sofá cama é péssimo... Mas acho q minha coluna sobrevive uma semana...

Falésias
Hoje o dia foi dos golfinhos!  Pagamos cada uma R$35,00 para o passeio de barco. No barco, por coincidência tinha um guia com um grupo vindo de João Pessoa, ele contou um pouco do que estávamos vendo.

O passeio de barco, teve duração de mais ou menos uma hora e meia, e vai na direção sul, passando por várias praias de Timbaú do Sul -  AH! Descobri que Pipa é na verdade pertence a cidade de Timbaú do Sul (só pra responder minha própria dúvida do post de ontem rsrs). Mas voltando, o passeio o barco passou por várias praias de Pipa, como a Praia do Amor, Baia dos Golfinhos e Praia do Madeiro.

No caminho para a Baia dos Golfinhos!
A vista é linda, as falésias bem na beira do mar, a própria praia vista de longe, o clima e até o balanço do mar (que hoje foi excessivo - muita gente passou mal), tudo junto e misturado, é fantástico. O vento que engana e deixando a gente pensar que não estamos torrando no sol, muito gostoso na hora, só temos que arcar com as consequências depois rsrs. E hoje o guia que estava no barco falou algo que caiu como uma luva para a minha cor morena: "as pessoas com o bronze de queijo, não esqueçam de se proteger!" Amei hahahahaha.

Continuando o passeio, quando chegamos na baia dos golfinhos, paramos para o jogo "Onde Está o Golfinho?".  Bem, nesse momento eu perdi feio no jogo... Não vi nenhum! Zip, rien, niente, nada, zero! Decepção total... =(  Mas o passeio não tinha acabado, então a esperança continuou viva. A segunda e última parada foi na praia do madeiro, e ali foi onde encontramos mesmo OS golfinhos. Sim! Não um, não dois, mas três lindos e fofos golfinhos! Eram muito lindinhos, nadando um do ladinho do outro, aparacendo vez em quando pertinho do barco! Mas não consegui tirar nenhuma foto... =/  Mas conseguimos algumas com aqueles paparazzi que tiram fotos suas no barco e você nem percebe e depois tentam te vender.

Golfinhos!  XD
Depois de vermos os golfinhos, passearmos de barco fomos almoçar, já estávamos urrando de fome! Resolvemos almoçar no restaurante do hotel chamado AVENTUREIRO. Realmente não curti, pra começar esqueceram de trazer meu pedido, a comida das meninas chegaram mas a minha não! - Fiz uma cara de c$&#ú tão forte pro garçom que ele não parava de vir na mesa para dar cada hora uma desculpa diferente. As quais na úria da minha fome de leão  não colavam. E quando chegou, nada demais, peixe passou do ponto, a comida das meninas também não estava bom, por isso não recomendo.

Para vocês terem noção do balanço do barco! o.O
Mas para alegrar nossos estômagos, finalmente encontramos uma sorveteria que vendia sorvete de cajá! Iei! Comi feliz um copão de sorvete! XD

O resto da tarde, passamos aqui na piscina do hotel, tomando um solzinho de fim de tarde na beira da piscina do hotel.  De noitinha, como boas mulheres consumidoras fomos olhar as modas da Búzios nordestina =P E constatamos que os preços são bem similares aos de Búzios também...

Após a decepção dos preços, fomos jantar, vimos um restaurante japonês com uma cara promissora, chamado NIRÁ. E depois de comer, cheguei a conclusão que hoje não era meu dia para a gastronomia. Nunca vi um suhsiman demorar quase uma hora, UMA HORA! para fazer um combinado de 50 peças e, detalhe só tínhamos nós no restaurante.

E depois de uma longa e demorada refeição, voltamos para o hotel, afinal amanhã acordamos cedo, pois será um dia longo de passeio! XD

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Após o Natal Indo Para Natal!

Bem amigos do Diário de Bordo, faz tempo que não posto nada, o motivo é que faz tempo que não viajava... Infelizmente =(

Vista da Baia de Guanabara
Mas agora no final do ano, temos nossa tradicional viagem de ano novo, e mais uma vez viemos para o Nordeste, desta vez em trio: eu, Simone e Rachel. Para esperarmos a vinda de mais um ano novo, escolhemos a praia da Pipa, localizada a 80 km de Natal, no Rio Grande do Norte.

Saímos do Rio de manhã, e a minha "sorte" já começou com a confusão da atendente da TAM trocando os nossos lugares no avião que já estavam marcados quando compramos as passagens... Simplesmente ela trocou meu assento me jogando na saída de emergência, o que significa sem cadeira reclinável. Logo... 3 horas de voo com a cadeira reta, tentando dormir das maneiras mais desconfortáveis possíveis. Mas passou,  e o que compensou o meu desconforto, foi a paisagem linda da Baia de Guanabara logo na subida!

Vista no caminho, quase chegando em Natal!


Apesar de um inicio meio chato, a vista não só da Baia, mas também de todo o caminho compensou (pelo menos da parte que fiquei acordada =P).

Chegamos em Natal! Mas a nossa viagem ainda não acabou, assim que chegamos em Natal, a companhia de turismo nos levou até a Praia da Pipa, numa viagem de mais ou menos 1 hora. Numa estradinha muito da ruim. Assim que chegamos na cidade, me lembrou muito Búzios no Rio de Janeiro. As ruas lembram a rua das pedras, as lojas são basicamente as mesmas ou com o mesmo estilo.

Nos hospedamos no Pipa`s Bay Hotel, que parece ser bom, é bem na beira-mar, os quartos são estilo kitnet (é assim que se escreve?), com uma mini cozinha, uma mini salinha, que por acaso sobrou como meu quarto... Mas o banheiro é bom, grande, limpinho, e convenhamos o mais importante num hotel é o banheiro... Pelo menos esse é o meu julgamento rsrsrsrs

Aeroporto de Natal
Mas voltando, aqui não tem horário de verão, o que quer dizer que ganhamos uma hora a mais e chegamos aqui em Pipa lá pelas 2 da tarde (com nosso fuso programado para às 3 da tarde) urrando de fome! Deixamos simplesmente as nossas coisas no hotel e fomos procurar rapidinho um lugar pra almoçar. Paramos num restaurante que nos serviu uma moqueca de peixe maravilhosa! O pirão e a farofinha também estavam ótimos. O nome do lugar é Café e Restaurante Golfinho, e fica bem na rua principal ( a rua das pedras de Pipa rsrsrsrs).

O resto do dia ficamos lagarteando na piscina do hotel e, redescobrimos as "maravilhas" do Nordeste... A nobre cerveja quente! qualquer lugar do nordeste que você vá, você irá encontrar em 90% dos estabelecimentos cerveja quente. E no calor que faz aqui, nada melhor que uma skol bem quentinha não é?

Vista da piscina do hotel
...

só que não...

Mas enfim, lagarteio na piscina rendeu bons papos e a vista linda da praia do centro de Pipa, que eu ainda não entendi se é uma cidade, uma vila, um balneário.... até o fim da viagem eu descubro...

Mas a noite, vencemos a nossa preguiça (na verdade, as meninas não aguentaram a minha insistência) e fomos sair pra comer alguma coisa. Depois de explorarmos a rua principal, paramos em um restaurante chamado A Selva, e os donos do restaurante comprovam que Pipa é a Búzios Nordestina, eles eram argentinos...  =P  Mas apesar disso  (rs) fomos muito bem atendidos, a comida estava honesta, o preço, na média para um restaurante turístico.

Não resisti, foto da lua cheia, por Rachel!
Ah! e para terminar nosso primeiro dia, uma única crítica sobre Pipa: não encontramos ainda uma sorveteria que vende sorvete de cajá! Como assim?? Nordeste sem sorvete de cajá não existe! Amanhã continuo a minha busca por um sorvete de cajá...



Até lá!  

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ano Novo com Julieta e Romeu

Feliz Ano Novo!

Aê! Feliz Ano Novo a todos! Ultimo dia de Aracaju, um dia muito gostoso, mas todas já acordamos cansadas, pois chegamos ao hotel às 3 da manhã da casa de forró. Mas conseguimos aproveitar nosso último dia na cidade e o último dia do ano!  

De manhã ficamos lagarteando na praia, a branquela aqui evitando ao máximo ficar no sol, muito já estava toda ardida e o sol no nordeste parece que queima mais que o normal rs.

Na hora do almoço, estávamos sem idéia e com preguiça de procurar um lugar novo para comer, então fomos de novo ao República dos Camarões. Dessa vez o serviço foi uma droga, acho que esqueceram nossos pedidos, pois ficamos mais de uma hora esperando a comida. E quando chegou, o bacalhau que eu pedi estava seco e extremamente salgado. Acho que eles não estão preparados para a casa cheia... Mas o serviço ruim foi compensado pelo garçom quando a Pati disse que era aniversário dela. Eles trouxeram uma sobremesa cortesia e cantaram parabéns pra ela XD

Um brinde a todos! XD
Depois de um almoço de quase 3 horas, fomos ao hotel, infelizmente arrumar as malas e dar uma descansada para a festa de ano novo. Recebamos do hotel um espumante (incrivelmente muito bom!) e também uma ceia de ano novo para os clientes do hotel. Abrimos um dos espumantes que recebemos na piscina do hotel até a hora de irmos para o show na praia – esse ano foi Daniela Mercury!

Às onze horas, já estávamos a caminho do local do show e nos preparando para o fim do ano e fim do aniversário da Pati =P. Mas como tudo, sempre ocorre um errinho... No nosso caso, erramos o tempo rs, achávamos que daria tempo para chegar lá em uma hora... É... Quase chegamos, já estávamos na muvuca quando chegou à virada. Foi divertido, tiveram fogos, todo mundo comemorando e abrimos o nosso outro espumante. Os fogos não eram iguais aos de Copacabana, mas foi bem legal, como vetava muito (pra variar ¬¬), a fumaça não atrapalhava a visão dos fogos. Tentei tirar fotos, mas sabe como é... Foto noturna é quase impossível de tirar =/  


Por sorte o show da Daniela Mercury começou logo depois da virada, e vou dizer que o show dela é muuito bom, pensei que não ia curtir muito, pois não conheço nada novo dela. Mas a mulher tem presença de palco, ela foi com todos os bailarinos, cantou algumas musicas do disco Feijão com Arroz – o que tem a musica o “Amor de Julieta e Romeu” (e é o único que eu tenho rs). Ela acabou com a música “Cor da Cidade” (acho que é esse o nome...).  O show foi super tranqüilo, não ficamos muito perto do palco, mas deu pra ver tudo e a prefeitura de Aracajú está de parabéns pela organização, posso indicar a cidade como um bom lugar para passar o ano novo.

A geografia de Aracaju - vista do avião
Ao final do show estávamos todas mortas e ainda tivemos que voltar andando pro hotel (mais uma hora de andança =/ ), chegamos ao quarto às quatro da manhã. E no dia seguinte, quer dizer no dia primeiro (rs), tínhamos que pegar o avião. Tirei algumas fotos da cidade da janelinha do avião, dá pra ver direitinho como Aracajú é banhada pelo mar E pelo rio, muito linda.

Fim de viajem, chegamos ao Rio chuvoso e desde que eu cheguei não para de chover. Até a próxima viagem ;)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Compras, Tartarugas e Bêbados

Tartaruga!
Hoje foi um dia sem praia, aproveitamos que as excursões acabaram e dormimos até um pouco mais tarde. Nossos planos para hoje eram bem simples: comprar farinha de tapioca, pois não basta uma overdose aqui no nordeste, precisamos manter o vício dessa deliciosa iguaria nordestina também no Rio =P

Tendo em vista nosso plano muito simples, nos arrumamos e fomos para o Mercado Central, descobrimos um ônibus que saia da rua do hotel e parava em frente ao mercado. Vou dizer que o transporte público aqui é uma droga, demora muito para qualquer ônibus aparecer tanto na ida quanto na volta. Acredito que para quem não está com dinheiro contado, vá de taxi, não é caro, mais ou menos uns R$ 12,00 da costa até lá. Como toda boa consumista, acabamos não só comprando a tapioca, mas também outras coisas, como vestidos, bolsas, lembrancinhas, bijoux... Básico rs.

Cavalo Marinho
Aproveitamos que estávamos no centro, e compramos um espumante, que TODAS as quatro esqueceram-se de trazer do Rio! Depois de algumas horas de compras, voltamos para o hotel, e fomos almoçar, no restaurante do segundo dia, o República dos Camarões, comi um peixe com talharim que em minha opinião, estava honesto, nada muito soberbo, mas estava bonzinho.

Após o almoço, paramos no Centro de Arte e Cultura J. Inácio, um lugar montado pela prefeitura para mostrar o trabalho dos artesões locais e também possam vendê-los. O lugar é bem carinho, mas tem umas coisas lindas, uns trabalhos de cordel super fofos. Vi uma rede com o tema de cordel, igual ao da novela Cordel Encantado, super fofo, mas custa R$ 200,00! O.o Acabei vendo uma capa de almofada e comprei, mas só porque eu tava precisando muito! =P

Passando a mão no Tubarão!
À tarde lagarteamos um pouco na piscina do hotel e lembramos que ainda não tínhamos visitado o Projeto Tamar daqui de Aracajú! Como assim?? Eu esqueci?? Que tipo de bióloga eu sou????  E lembramos na hora perfeita, pois estava em tempo de vermos os bichinhos serem alimentados.

A base do Tamar é aqui na orla do Atalaia mesmo, uns 15 minutos andando do nosso hotel, e dizem que visto de cima, tem o formato de tartaruga. Custa R$12,00 pra entra, mas vou te dizer que vale muito a pena! O lugar é super fofo, com umas tartaruguinhas e tartarugões lindos! Eles também tem alguns peixes da região e tem uns três tubarões lixa em um tanque. Uma dica é chegar lá pelas 16:30, que é a hora em que eles estão alimentando os animais e você pode até tocar no tubarão! E eu consegui tocar em um! XD Ele realmente tem uma pele que parece uma lixa! Foi super legal!

No Forró
Depois dessa aventura de quase perder os dedos =P, fomos descansar e nos arrumar para ir ao forró (irc!). Lá pelas 21:30 saímos do hotel e fomos andando até a Passarela Caranguejo, o que leva uns 40 minutos (a pé). O forró era num bar chamado Cariri, e nos fundos do bar tem a casa de forró (irc!).  Tenho que ser honesta, não sou a maior fã de forró do mundo, mas também não é um estilo musical que detesto com todas as forças. O que eu não gosto mesmo é forró universitário, que depois da segunda música dá vontade de estourar meus miolos. Mas um forró pé de serra ou algo com ritmo de festa junina, é bem divertido. Eu só não danço rs.

A decoração da Casa de Forró
A casa de forró é muuuuuito fofa, toda decorada num estilo meio brega, bem caipira mesmo, não resisti e tirei várias fotos do lugar. A música também não é ruim não, tem um show ao vivo com uma banda de forró da região. O salgado é que custa R$ 20,00 pra entrar. Mas pra quem gosta vale muito a pena, o serviço é muito bom, a cerveja não é cara e vem geladíssima!  E o lugar não fica super lotado, fato que mais me agradou, mas como tenho amigas que atraem malucos, o que torna essas saídas na maioria das vezes muito divertidas. Nessa noite, foram dois malucos bêbados abordando a gente, muito inconvenientes, mas levamos na brincadeira... A frase da noite foi: “A sua amiga é bonita, mas ela ta um pouco gordinha”. Adivinha pra quem foi? ¬¬

Saímos de lá umas duas da manhã, pegamos um taxi, e achamos uma barraquinha de tapioca, em frente ao hotel, aberta. E comemos mais tapioca, olha o vicio...

sábado, 31 de dezembro de 2011

Indo Para o Outro Lado

Vista do vilaejo de Mangue Seco

Hoje foi nosso terceiro passeio com excursão. Dessa vez, fomos para o outro lado do estado de Sergipe. Para quem leu o post de alguns dias atrás sobre o Xingó, observou que fomos para a frinteira entre Alagoas e Sergipe. Dessa vez fomos para Mangue Seco, um pequeno vilarejo que fica na Bahia, bem na fronteira com Sergipe.

Dessa vez a viagem foi bem mais curta, mais ou menos uma hora de ônibus, que nos deixa num vilarejo ainda em Sergipe e de lá, atravessamos o Rio Real até Mangue Seco, onde o acesso só pode ser feito de barco. O passeio de catamarã dura uns 40 minutos, e é bem gostoso. No caminho você já pode ver a beleza do vilarejo.

Descendo a Duna
Chegando lá, o nosso guia prolixo, que repetia duas ou três vezes a mesma informação, nos organizou nos buggys para irmos conhecer as dunas e nos deixar numa praia com um restaurante, não ficamos para comer lá, foi apenas uma passagem rápida para nos organizar e escolhermos um bugueiro.  O passeio de buggy foi muuito legal, subir e descer aquelas dunas de areia fininha, numa velocidade louca (para um buggy rs). Ele parou em alguns pontos para tirarmos algumas fotos, e nos mostrou os locais onde foram filmadas as cenas da novela Tieta também da Rede Globo.

Paramos também para fazer um skibunda... tinha a opção de descer em pé em vez de sentado, eu resolvi ir em pé pra ver qual era... ¬¬ Bem, digamos que eu cai depois de 2 segundo de descida e não consegui mais levantar rs O king Kong do ano, mas foi divertido. A Si tirou várias fotos para registrar o momento. E sem falar que depois da descida, além de subir a duna de volta, eu tinha areia até a alma!

Cenário de Tieta e do Clipe de Daniela Mercury "Romeu e Julieta
Depois de umas sessenta fotos do passeio e muitos cavalos (passamos no meio de alguma fazenda que possui diversos cavalos), chegamos ao restaurante, na beira da praia! Um lugar lindo, com areia fininha, a água não é aquela quentura das águas do nordeste, nem a friaca das do Rio – a temperatura estava perfeita. No bar, finalmente uma cerveja gelada (uhu!), a comida é demorada, como em todos esses restaurantes turísticos. Mas pelo menos dessa vez nós conseguimos almoçar. O nome do restaurante é ASA BRANCA e fica a dica: não coma na beira da praia, a comida fica fria e é difícil comer farofa na praia ventando =P. O preço é salgadinho, mas aceita cartão.

Nós e o Buggy
Ficamos por lá umas quatro horas, depois o bugueiro foi nos buscar. Nessa hora ficamos preocupadas, pois na hora de saída o cara não estava lá, e já estávamos atrasadas para peguar o catamarã de volta. Ele demorou uns 15 minutos para chegar, e eu já estava torrando naquele sol escaldante. Chegamos a tempo para pegar o barco e fomos as ultimas a entrar. A volta para Aracaju foi tranqüila, sem muitas aventuras. O cansaço bateu em todas nós acabamos lagarteando o resto da noite – me livrei do forró (uhu!). Mas acho que amanhã eu não consigo não =P.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Crótons, Prótons e Elétrons

Praia do Atalaia onde tentamos dar uma corrida.

Hoje foi um dia de folga de passeios, então ficamos basicamente lagarteando na praia praticamente o dia todo. Eu, Si e Rachel acordamos cedo para darmos uma corridinha na praia. Bem, eu não corro, pois o joelho não permite, nem o físico rs. Apesar da areia não ser muito fofa (ideal para meu joelho reclamão e dolorido), consegui fazer uma caminhada num ritmo bom – informação essa, que não interessa a nenhum de vocês leitores, acredito eu. =P

Uma coisa divertida nos chamou a atenção nesses dias que passamos aqui. O assassinato do português nos cardápios sergipanos... Cada restaurante escreve os ingredientes dos pratos de uma forma diferente; se forem outra língua então, nem se fala. Os campões de erro por aqui foram as palavras Sauté (geralmente escrita soute, sotê), queijo coalho (que a mais esquisita foi qualho) e as duas mais divertidas, vimos aqui no cardápio do hotel (do hotel!!!) que foi caiprivodica (não me pergunte a origem) e crótons – que nós chegamos a conclusão que seja uma nova partícula do átomo e, que pelo jeito, deve fica uma delícia numa salada cesar.

Um dos Cajus artisticos espalhados pela cidade
Fora nossa filosofia sobre os cardápios daqui da cidade, nosso dia não teve muitas aventuras, passamos o dia na praia, almoçamos e depois do almoço, com o sol torrando nossa pele e alguns de nossos miolos, terminamos nosso fim de tarde na piscina do hotel, um dos poucos lugares com sombra.

Mais tarde, resolvemos ir à Passarela do Caranguejo que, segundo o guia, é o point da cidade, onde tem vários restaurantes e barzinhos. Quem me conhece, sabe que eu sou horrível pra guardar nomes, quando sugeri de irmos para lá, chamei o lugar e passeio dos camarões... Óbvio que as meninas estão tirando sarro de mim até agora. Mas acho que sobrevivo ao sarcasmo delas rs.

Mas a Passarela do Caranguejo é bem distante do nosso hotel, fica do outro lado da Orla do Atalaia. Foram bem uns 30 minutos andando, chegando lá, eu, honestamente, não achei nada demais e dei graças a Deus que o bar que estava tocando forró estava lotado, se não teria que aturar aquilo, pois as meninas adoram... Acabamos escolhendo uma pizzaria chamada Joquei, nada demais, mas deu pra matar nossa fome.

Fim do dia, amanhã teremos o passeio para o Mangue Seco. Beijos a todos!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Sertão e os Cordéis

Parte baixa do São Francisco
Hoje foi um dia longo e cansativo, mas ao mesmo tempo muito bom. Fomos visitar os Cânions do Xingó. Um lugar muito lindo que fica na divisa entre Alagoas e Sergipe banhado pelas águas do Velho Xico. Os cânions foram formados pela construção da hidroelétrica de Xingó, e é um dos maiores Cânions navegáveis do mundo!

Essa beleza natural está localizada na parte alagada da hidroelétrica e fica muuuuito longe de Aracajú, mais ou menos uns 200 quilômetros e de ônibus pela excursão mais de 3 horas de viagem. Devido à distância, o passeio começou muito cedo, mais ou menos às 5:30 da manhã, que foi a hora em que acordamos. O ônibus chegou as 6:30 da manhã e foi passando em TODOS, eu disse TODOS os hotéis da orla para superlotar aquele maldito ônibus.

Pedra da Águia, na parte inundada do São Francisco
Quem me conhece, sabe que eu não suporto acordar cedo, fico de mau humor por um bom tempo. Some a isso uma família Dó-Ré-Mi de oito pessoas com uma criança pequena que tinha um boneco do pica-pau que ficava dando aquela risada irritante o tempo todo! Mas conseguimos sobreviver à viagem... Coloquei meu Ipod no ouvido e tentei me desligar do resto da família irritante.

O divertido dessa viagem foi ver a paisagem mudando, de um clima mais úmido para um bem mais seco. Nunca estive no Sertão nordestino, e a paisagem realmente era muito parecida com a que imaginava - um pouco mais verde talvez, mas no geral é bem parecida.

Depois de uma loonga viagem, finalmente chegamos a Usina de Xingó, nunca tinha visitado uma hidroelétrica, e pra falar a verdade continuo sem conhecer rs, pois a grande maioria do nosso grupo não quis visitar a usina internamente. Mas por fora, ela é realmente grandiosa.

Adimirando o velho Xico
Chegando a parte alagada, almoçamos no restaurante flutuante que tem lá, chamado Karranca, é o único no lugar, mas o almoço é bonzinho e não é caro (R$ 28,00), considerando que é um Buffet. Depois do almoço, finalmente fomos ver o Cânion (iei!). E o lugar é surpreendente! Não conseguia parar de tirar fotos. A paisagem é linda, a cor da água é de um verde lindo, e acho que nenhuma foto fará jus a cor das águas do Rio São Francisco.

O caminho até o Cânion é feito por catamarã, e a viagem até lá leva mais ou menos uma hora. E o mais legal, é que de um lado fica o estado de Alagoas e do outro o de Sergipe. No caminho a gente passa por várias formações rochosas com formatos bem interessantes, algumas parecem ter sido esculpidas pelo homem. Mas na verdade é tudo natural.

Nos cânions onde foram filmadas cenas de Cordel Encantado
Os Cânions são muito legais e a empresa, responsáveis pelos catamarãs que fazem o passeio, colocaram uma plataforma em que o pessoal pode ficar tomando sol, beber uma água de coco, e, para os mais medrosos que tem medo de nadar em águas mais fundas, uma piscininha mais rasa bem no meio da plataforma. Lá você ainda pode pagar um barquinho que te leva até a parte mais estreita do cânion. Nessa parte dos cânions, foram filmadas algumas cenas da novela Cordel Encantado, da Rede Globo. Honestamente, eu vi alguns capítulos da novela e não me lembro de ter visto nada parecido com os cânions. Mas se falam que foi ali então foi. =P

Fim do passeio e um presente da natureza
A volta pro hotel foi bem longa, mas interessante, observar o contraste do Sertão com a região mais costeira. Aquele é um lugar muito pobre, muito simples. Na estrada você vê algumas casinhas esparsas, separadas por cercas de arame. Cada área com algum açude ou algo do gênero. A maioria das casinhas é basicamente uma porta e uma janela. Olhando de fora, lembra muito esses filmes brasileiros, é quase romântico. Mas imagino que seja uma vida muito dura, morar num lugar onde as chuvas são irregulares, a comida é pouca e o calor é intenso. Mas não tem como negar que o pôr-do-sol da região é lindo! No ônibus fiquei tirando fotos e mais fotos das casinhas simples do sertão que pelo que eu vi, não tem muitas chances de virar mar...




Casinha típica no setão

Com Amor morrendo de Fome

Segundo dia de viagem... Acho que to virando aquelas velhas cheias de manias... Não consigo dormir direito nessas camas de hotel, além disso, preciso de mais de um travesseiro, se não eu não durmo bem. Ou seja, manias de velha =P

Hoje foi o dia do nosso city tour, programado pela CVC – companhia com a qual fechamos o pacote para cá. Digamos que a CVC é a mais mão de vaca dessas companhias de turismo, mas acho que isso não vem muito ao caso. Pois o principal problema hoje foi a companhia que nos recepcionou, um guiazinho muito chinfrim, que não explicava as coisas da cidade, se alguém não tivesse perguntado, ele nem teria falado sobre a história de Aracaju! Sua única preocupação era nos levar nos lugares para fazermos compras.

Igreja de Santo Antônio
A cidade em si é muito simples, e você pode ver claramente os dois opostos: uma parte mais rica e uma parte bem pobre. Aqui, diferente do Rio não tem favelas (pelo menos não as vi), mas a parte mais pobrezinha da cidade tem casas bem simples.  Dá pra ver que é uma cidade que ainda está desenvolvendo seu turismo, mas que, com uma boa organização, pode ser tornar um excelente lugar para visitar.

Nossa primeira parada no city tour foi o Mercado Central, que realmente tem de tudo! De artesanato a ervas que só se encontra no Norte/ Nordeste do Brasil. As coisas são bem baratinhas, diferente das cidades nordestinas mais turísticas.  Como toda mulher, não resistimos e compramos algumas coisinhas rs – acho que eu e Si fomos as mais econômicas do dia =P

Nossa segunda parada foi na Igreja de Santo Antônio, que fica na Colina de mesmo nome. Segundo o guia chinfrim, assim que você entra na igreja do santo casamenteiro, você tem que dar uma volta para a direita. Lógico que entramos e demos a volta... Na verdade uma cinco logo... Só para garantir hahahahahaha. A igreja é bem simpática, num estilo Gótico, foi construída no século XIX, bem simples, sem adornos de ouro ou outras ostentações bregas que o povo naquela época adorava. A colina foi o local de fundação da Cidade. Ali também é um mirante onde se pode var toda a cidade. Vou dizer que não é o melhor mirante do mundo com a melhor vista do mundo, mas a vista ainda é legal.

Ponte Construtor João Alves vista da colina de Santo Antônio
Dali fomos para outro mercado, agora mais na região do centro de Aracajú, no Centro de Turismo, outro local de compras de artesanato e roupinhas típicas aqui do Nordeste.O prédio fica na praça Olívio Campos, no Centro da cidade e foi edificado pelos militares no início do século XX e virou um centro de artesanato na década de 1970. 

Até esse ponto, honestamente, não vimos nada demais, nada muito histórico... Descobrimos o porquê desse city tour tão chinfrim quanto o Guia... A CVC oferece um passeio que te leva ao centro histórico. Ah! Muito espertos... ¬¬

Eu e as meninas no alto da colina
Já estava chegando perto da hora do almoço, e o nosso “amado” guia disse que iria nos levar no melhor restaurante de Sergipe! Só dele falar isso já fiquei meio cabreira... Mas como estávamos em grupo... Vamos lá né?

O nome do restaurante se chama Com Amor, localizado na praia do Mosqueiro, que fica no extremo sul de Aracaju. O que achei de lá? Bem, pra começar, é extremamente caro, um robalo com arroz para duas pessoas, quase 80 reais! E, além disso, com amor só o nome mesmo, pois o serviço foi péssimo, tão ruim que demoraram pra trazer nossa comida e ainda trouxeram errado!  Esqueceram de alguns outros pedidos, a cerveja, só Nova Schin (ECA!) e quente! (ECA2!). Realmente não recomendo. Conseqüência dessa história: não almoçamos com amor naquele lugar... Mas em compensação, a praia era bem bonita, estranhamente, o mar por aqui é bem batido, não é tranqüilo como as outras cidades do Nordeste que visitamos (mas água ainda é irritantemente quente rs).

Um fantástico por-do-sol na orla do Atalaia
Depois de nos irritarmos com o restaurante e curtimos um pouco a praia, voltamos para o hotel... Urrando de fome! Paramos em um restaurante chamado República do Camarão. Para os que me conhecem... Não eu não comecei a comer camarão... Comi um peixe bem gostoso com arroz de brócolis e batatas. O restaurante fica bem próximo do nosso hotel, na Orla do Atalaia. Esse, apesar do nome rs, eu recomendo.

Depois de comermos muito bem, paramos para tomar um sorvetinho, pois ninguém é de ferro... Eu recomendo um sorvete de Cajá, que tem um sabor azedinho mas, ao mesmo tempo, docinho. Muito bom. 

Eu estou em algum lugar nessa foto =P
Com essa vida mansa resolvemos ver a cara da praia perto do hotel, pois ainda não tínhamos ido lá. Chegando perto da areia, nos deparamos com um céu fantástico! Eu não resisti e tirei várias fotos. A praia é bem legal, mas não será amanhã que iremos aproveitá-la, pois amanhã fechamos um passeio para o Cânion de Xingó! Pelas fotos parece ser um lugar lindo.

Bem... Indo dormir, por o busum vem nos buscar às 6:30 da manhã... Fazer o que né?  Amanhã eu conto como foi.  

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Destino Aracaju

Sim! Vamos fazer dois diários de bordo! Um mais chique, Austrália, e outro, Aracaju, Nordeste do Brasil. Mas o segundo destino quem vai sou eu mesmo, a original do diário de bordo, Paula! rs

Bem, vamos aos relatos de Aracaju...

Olá pessoal, estou de volta para mais uma viagem. Dessa vez mais simples, no Nordeste do Brasil. Faz uns quatro anos mais ou menos que eu e umas amigas minhas começamos uma tradição de viajarmos para o Nordeste durante o ano novo.  E passaremos esse ano em Aracaju, que fica no estado do Sergipe. O menorzinho dos estados brasileiros, muitas vezes esquecido quando citamos os estados nordestinos (e convenhamos, sempre esquecemos um rs).

Minhas companheiras de viagem desse ano são: Simone, Patrícia e Rachel. Nossa pequena aventura de uma semana começou no dia 25 de dezembro – sim, dia de natal... Bem na hora do almoço de natal... Já tô com pena do meu arroz de polvo, snif snif.

Vista da janela durante o vôo do Rio para Aracaju
Mas tudo bem, viajar é sempre divertido, mesmo que algumas vezes façamos alguns pequenos sacrifícios =P. Para mim a viagem já começou legal já na decolagem, apesar da menininha chutando a minha cadeira o vôo inteiro... No Rio o tempo estava bem fechado, mas assim que o avião decolou, ele subiu acima das nuvens, e o tempo ficou incrível! Tirei varias fotos do céu, de tão incrível que estava.
 
A viagem foi curtinha, apenas duas horas de duração e minha primeira impressão de Aracaju foi de um lugar bem simples, ainda não muito equipado para receber a turistada, como Recife, o que por um lado é bom, pois não é muito cheio, mas por outro é um pouco inconveniente, pois faltam algumas infraestruturas na região turística da cidade.
Chegamos ao nosso hotel: BEST WESTERN HOTEL DA COSTA, fica na praia do Atalaia, o hotel parece bonzinho, o banheiro é honesto, e depois dos nossos traumas com o hotel de recife ano passado, esse parece um castelo rs. Ele se localiza em frente à praia, perto da uma ferinha de artesanato, um point legalzinho.
Assim que chegamos, fomos logo procurar um restaurante para almoçarmos, pois estávamos urrando de fome, paramos num restaurante chamado SAL E BRASA, que a atendente do Hotel nos indicou e fica pertinho do hotel. O restaurante é um rodízio de carnes, assim como o hotel é honesto. Mas pelas nossas idas e vindas pelo Nordeste, chegamos à conclusão que o atendimento de garçom é péssimo em qualquer parte da região. Eles não são mal educados, mas não sabem atender direito. Um bom exemplo é que hoje nos ofereceram os acompanhamentos muito tempo depois de servirem todas as carnes, ou seja, quando a farofa de ovo chegou, já estávamos satisfeitas rs. Mas tudo bem, pelo menos matamos quem estava no matando =P.

Depois de nos fartamos no nosso almoço de natal, fomos dar uma volta pela orla... E aí a infraestrutura se mostrou muito fraca por aqui... Queríamos uma farmácia... E a mais próxima fica há uns dois quilômetros do hotel! o.O No fim da praia!

Fomos andando até lá, no meio do caminho paramos para comer um sorvete de cajá... Ah... se tiverem a chance experimentem... é uma delicia! Sempre como quando venho ao nordeste.  Chegamos à farmácia e voltamos para o hotel, e estávamos exaustas da caminhada.

Meninas: Pati, Rachel, eu e Si, comendo as gigantescas tapiocas
Paramos no hotel, tomamos um banho e as quatro incansáveis resolveram sair para tomar um cervejinha na orla, pois afinal.. ninguém é de ferro =P Paramos em uma tendinha que vendia cerveja e Tapioca – o nome me fugiu agora, mas fica na pracinha onde tem uma fonte, bem pertinho do hotel.

Só um adendo... desculpem-me não saber os nomes dos lugares ainda.. acabei de chegar e não tenho um mapa ainda =/.  Voltando a cerveja com tapioca... Outro fato inexorável do nordeste, é que é muito difícil você encontrar um lugar que venda bebida gelada... cerveja, refri... qualquer coisa. Mas novamente os atendentes são extremamente simpáticos. E a tapioca, gi-gan-tes-ca! Honesta, mas gigantesca.

Depois de uma noite bem agradável, comendo tapioca e sendo comida por alguns mosquitos, viemos para o hotel. Amanhã começam os passeios: city tour e praia!

Até amanhã. E Feliz Natal XD