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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Ano Novo com Julieta e Romeu

Feliz Ano Novo!

Aê! Feliz Ano Novo a todos! Ultimo dia de Aracaju, um dia muito gostoso, mas todas já acordamos cansadas, pois chegamos ao hotel às 3 da manhã da casa de forró. Mas conseguimos aproveitar nosso último dia na cidade e o último dia do ano!  

De manhã ficamos lagarteando na praia, a branquela aqui evitando ao máximo ficar no sol, muito já estava toda ardida e o sol no nordeste parece que queima mais que o normal rs.

Na hora do almoço, estávamos sem idéia e com preguiça de procurar um lugar novo para comer, então fomos de novo ao República dos Camarões. Dessa vez o serviço foi uma droga, acho que esqueceram nossos pedidos, pois ficamos mais de uma hora esperando a comida. E quando chegou, o bacalhau que eu pedi estava seco e extremamente salgado. Acho que eles não estão preparados para a casa cheia... Mas o serviço ruim foi compensado pelo garçom quando a Pati disse que era aniversário dela. Eles trouxeram uma sobremesa cortesia e cantaram parabéns pra ela XD

Um brinde a todos! XD
Depois de um almoço de quase 3 horas, fomos ao hotel, infelizmente arrumar as malas e dar uma descansada para a festa de ano novo. Recebamos do hotel um espumante (incrivelmente muito bom!) e também uma ceia de ano novo para os clientes do hotel. Abrimos um dos espumantes que recebemos na piscina do hotel até a hora de irmos para o show na praia – esse ano foi Daniela Mercury!

Às onze horas, já estávamos a caminho do local do show e nos preparando para o fim do ano e fim do aniversário da Pati =P. Mas como tudo, sempre ocorre um errinho... No nosso caso, erramos o tempo rs, achávamos que daria tempo para chegar lá em uma hora... É... Quase chegamos, já estávamos na muvuca quando chegou à virada. Foi divertido, tiveram fogos, todo mundo comemorando e abrimos o nosso outro espumante. Os fogos não eram iguais aos de Copacabana, mas foi bem legal, como vetava muito (pra variar ¬¬), a fumaça não atrapalhava a visão dos fogos. Tentei tirar fotos, mas sabe como é... Foto noturna é quase impossível de tirar =/  


Por sorte o show da Daniela Mercury começou logo depois da virada, e vou dizer que o show dela é muuito bom, pensei que não ia curtir muito, pois não conheço nada novo dela. Mas a mulher tem presença de palco, ela foi com todos os bailarinos, cantou algumas musicas do disco Feijão com Arroz – o que tem a musica o “Amor de Julieta e Romeu” (e é o único que eu tenho rs). Ela acabou com a música “Cor da Cidade” (acho que é esse o nome...).  O show foi super tranqüilo, não ficamos muito perto do palco, mas deu pra ver tudo e a prefeitura de Aracajú está de parabéns pela organização, posso indicar a cidade como um bom lugar para passar o ano novo.

A geografia de Aracaju - vista do avião
Ao final do show estávamos todas mortas e ainda tivemos que voltar andando pro hotel (mais uma hora de andança =/ ), chegamos ao quarto às quatro da manhã. E no dia seguinte, quer dizer no dia primeiro (rs), tínhamos que pegar o avião. Tirei algumas fotos da cidade da janelinha do avião, dá pra ver direitinho como Aracajú é banhada pelo mar E pelo rio, muito linda.

Fim de viajem, chegamos ao Rio chuvoso e desde que eu cheguei não para de chover. Até a próxima viagem ;)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Compras, Tartarugas e Bêbados

Tartaruga!
Hoje foi um dia sem praia, aproveitamos que as excursões acabaram e dormimos até um pouco mais tarde. Nossos planos para hoje eram bem simples: comprar farinha de tapioca, pois não basta uma overdose aqui no nordeste, precisamos manter o vício dessa deliciosa iguaria nordestina também no Rio =P

Tendo em vista nosso plano muito simples, nos arrumamos e fomos para o Mercado Central, descobrimos um ônibus que saia da rua do hotel e parava em frente ao mercado. Vou dizer que o transporte público aqui é uma droga, demora muito para qualquer ônibus aparecer tanto na ida quanto na volta. Acredito que para quem não está com dinheiro contado, vá de taxi, não é caro, mais ou menos uns R$ 12,00 da costa até lá. Como toda boa consumista, acabamos não só comprando a tapioca, mas também outras coisas, como vestidos, bolsas, lembrancinhas, bijoux... Básico rs.

Cavalo Marinho
Aproveitamos que estávamos no centro, e compramos um espumante, que TODAS as quatro esqueceram-se de trazer do Rio! Depois de algumas horas de compras, voltamos para o hotel, e fomos almoçar, no restaurante do segundo dia, o República dos Camarões, comi um peixe com talharim que em minha opinião, estava honesto, nada muito soberbo, mas estava bonzinho.

Após o almoço, paramos no Centro de Arte e Cultura J. Inácio, um lugar montado pela prefeitura para mostrar o trabalho dos artesões locais e também possam vendê-los. O lugar é bem carinho, mas tem umas coisas lindas, uns trabalhos de cordel super fofos. Vi uma rede com o tema de cordel, igual ao da novela Cordel Encantado, super fofo, mas custa R$ 200,00! O.o Acabei vendo uma capa de almofada e comprei, mas só porque eu tava precisando muito! =P

Passando a mão no Tubarão!
À tarde lagarteamos um pouco na piscina do hotel e lembramos que ainda não tínhamos visitado o Projeto Tamar daqui de Aracajú! Como assim?? Eu esqueci?? Que tipo de bióloga eu sou????  E lembramos na hora perfeita, pois estava em tempo de vermos os bichinhos serem alimentados.

A base do Tamar é aqui na orla do Atalaia mesmo, uns 15 minutos andando do nosso hotel, e dizem que visto de cima, tem o formato de tartaruga. Custa R$12,00 pra entra, mas vou te dizer que vale muito a pena! O lugar é super fofo, com umas tartaruguinhas e tartarugões lindos! Eles também tem alguns peixes da região e tem uns três tubarões lixa em um tanque. Uma dica é chegar lá pelas 16:30, que é a hora em que eles estão alimentando os animais e você pode até tocar no tubarão! E eu consegui tocar em um! XD Ele realmente tem uma pele que parece uma lixa! Foi super legal!

No Forró
Depois dessa aventura de quase perder os dedos =P, fomos descansar e nos arrumar para ir ao forró (irc!). Lá pelas 21:30 saímos do hotel e fomos andando até a Passarela Caranguejo, o que leva uns 40 minutos (a pé). O forró era num bar chamado Cariri, e nos fundos do bar tem a casa de forró (irc!).  Tenho que ser honesta, não sou a maior fã de forró do mundo, mas também não é um estilo musical que detesto com todas as forças. O que eu não gosto mesmo é forró universitário, que depois da segunda música dá vontade de estourar meus miolos. Mas um forró pé de serra ou algo com ritmo de festa junina, é bem divertido. Eu só não danço rs.

A decoração da Casa de Forró
A casa de forró é muuuuuito fofa, toda decorada num estilo meio brega, bem caipira mesmo, não resisti e tirei várias fotos do lugar. A música também não é ruim não, tem um show ao vivo com uma banda de forró da região. O salgado é que custa R$ 20,00 pra entrar. Mas pra quem gosta vale muito a pena, o serviço é muito bom, a cerveja não é cara e vem geladíssima!  E o lugar não fica super lotado, fato que mais me agradou, mas como tenho amigas que atraem malucos, o que torna essas saídas na maioria das vezes muito divertidas. Nessa noite, foram dois malucos bêbados abordando a gente, muito inconvenientes, mas levamos na brincadeira... A frase da noite foi: “A sua amiga é bonita, mas ela ta um pouco gordinha”. Adivinha pra quem foi? ¬¬

Saímos de lá umas duas da manhã, pegamos um taxi, e achamos uma barraquinha de tapioca, em frente ao hotel, aberta. E comemos mais tapioca, olha o vicio...

sábado, 31 de dezembro de 2011

Indo Para o Outro Lado

Vista do vilaejo de Mangue Seco

Hoje foi nosso terceiro passeio com excursão. Dessa vez, fomos para o outro lado do estado de Sergipe. Para quem leu o post de alguns dias atrás sobre o Xingó, observou que fomos para a frinteira entre Alagoas e Sergipe. Dessa vez fomos para Mangue Seco, um pequeno vilarejo que fica na Bahia, bem na fronteira com Sergipe.

Dessa vez a viagem foi bem mais curta, mais ou menos uma hora de ônibus, que nos deixa num vilarejo ainda em Sergipe e de lá, atravessamos o Rio Real até Mangue Seco, onde o acesso só pode ser feito de barco. O passeio de catamarã dura uns 40 minutos, e é bem gostoso. No caminho você já pode ver a beleza do vilarejo.

Descendo a Duna
Chegando lá, o nosso guia prolixo, que repetia duas ou três vezes a mesma informação, nos organizou nos buggys para irmos conhecer as dunas e nos deixar numa praia com um restaurante, não ficamos para comer lá, foi apenas uma passagem rápida para nos organizar e escolhermos um bugueiro.  O passeio de buggy foi muuito legal, subir e descer aquelas dunas de areia fininha, numa velocidade louca (para um buggy rs). Ele parou em alguns pontos para tirarmos algumas fotos, e nos mostrou os locais onde foram filmadas as cenas da novela Tieta também da Rede Globo.

Paramos também para fazer um skibunda... tinha a opção de descer em pé em vez de sentado, eu resolvi ir em pé pra ver qual era... ¬¬ Bem, digamos que eu cai depois de 2 segundo de descida e não consegui mais levantar rs O king Kong do ano, mas foi divertido. A Si tirou várias fotos para registrar o momento. E sem falar que depois da descida, além de subir a duna de volta, eu tinha areia até a alma!

Cenário de Tieta e do Clipe de Daniela Mercury "Romeu e Julieta
Depois de umas sessenta fotos do passeio e muitos cavalos (passamos no meio de alguma fazenda que possui diversos cavalos), chegamos ao restaurante, na beira da praia! Um lugar lindo, com areia fininha, a água não é aquela quentura das águas do nordeste, nem a friaca das do Rio – a temperatura estava perfeita. No bar, finalmente uma cerveja gelada (uhu!), a comida é demorada, como em todos esses restaurantes turísticos. Mas pelo menos dessa vez nós conseguimos almoçar. O nome do restaurante é ASA BRANCA e fica a dica: não coma na beira da praia, a comida fica fria e é difícil comer farofa na praia ventando =P. O preço é salgadinho, mas aceita cartão.

Nós e o Buggy
Ficamos por lá umas quatro horas, depois o bugueiro foi nos buscar. Nessa hora ficamos preocupadas, pois na hora de saída o cara não estava lá, e já estávamos atrasadas para peguar o catamarã de volta. Ele demorou uns 15 minutos para chegar, e eu já estava torrando naquele sol escaldante. Chegamos a tempo para pegar o barco e fomos as ultimas a entrar. A volta para Aracaju foi tranqüila, sem muitas aventuras. O cansaço bateu em todas nós acabamos lagarteando o resto da noite – me livrei do forró (uhu!). Mas acho que amanhã eu não consigo não =P.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Crótons, Prótons e Elétrons

Praia do Atalaia onde tentamos dar uma corrida.

Hoje foi um dia de folga de passeios, então ficamos basicamente lagarteando na praia praticamente o dia todo. Eu, Si e Rachel acordamos cedo para darmos uma corridinha na praia. Bem, eu não corro, pois o joelho não permite, nem o físico rs. Apesar da areia não ser muito fofa (ideal para meu joelho reclamão e dolorido), consegui fazer uma caminhada num ritmo bom – informação essa, que não interessa a nenhum de vocês leitores, acredito eu. =P

Uma coisa divertida nos chamou a atenção nesses dias que passamos aqui. O assassinato do português nos cardápios sergipanos... Cada restaurante escreve os ingredientes dos pratos de uma forma diferente; se forem outra língua então, nem se fala. Os campões de erro por aqui foram as palavras Sauté (geralmente escrita soute, sotê), queijo coalho (que a mais esquisita foi qualho) e as duas mais divertidas, vimos aqui no cardápio do hotel (do hotel!!!) que foi caiprivodica (não me pergunte a origem) e crótons – que nós chegamos a conclusão que seja uma nova partícula do átomo e, que pelo jeito, deve fica uma delícia numa salada cesar.

Um dos Cajus artisticos espalhados pela cidade
Fora nossa filosofia sobre os cardápios daqui da cidade, nosso dia não teve muitas aventuras, passamos o dia na praia, almoçamos e depois do almoço, com o sol torrando nossa pele e alguns de nossos miolos, terminamos nosso fim de tarde na piscina do hotel, um dos poucos lugares com sombra.

Mais tarde, resolvemos ir à Passarela do Caranguejo que, segundo o guia, é o point da cidade, onde tem vários restaurantes e barzinhos. Quem me conhece, sabe que eu sou horrível pra guardar nomes, quando sugeri de irmos para lá, chamei o lugar e passeio dos camarões... Óbvio que as meninas estão tirando sarro de mim até agora. Mas acho que sobrevivo ao sarcasmo delas rs.

Mas a Passarela do Caranguejo é bem distante do nosso hotel, fica do outro lado da Orla do Atalaia. Foram bem uns 30 minutos andando, chegando lá, eu, honestamente, não achei nada demais e dei graças a Deus que o bar que estava tocando forró estava lotado, se não teria que aturar aquilo, pois as meninas adoram... Acabamos escolhendo uma pizzaria chamada Joquei, nada demais, mas deu pra matar nossa fome.

Fim do dia, amanhã teremos o passeio para o Mangue Seco. Beijos a todos!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Sertão e os Cordéis

Parte baixa do São Francisco
Hoje foi um dia longo e cansativo, mas ao mesmo tempo muito bom. Fomos visitar os Cânions do Xingó. Um lugar muito lindo que fica na divisa entre Alagoas e Sergipe banhado pelas águas do Velho Xico. Os cânions foram formados pela construção da hidroelétrica de Xingó, e é um dos maiores Cânions navegáveis do mundo!

Essa beleza natural está localizada na parte alagada da hidroelétrica e fica muuuuito longe de Aracajú, mais ou menos uns 200 quilômetros e de ônibus pela excursão mais de 3 horas de viagem. Devido à distância, o passeio começou muito cedo, mais ou menos às 5:30 da manhã, que foi a hora em que acordamos. O ônibus chegou as 6:30 da manhã e foi passando em TODOS, eu disse TODOS os hotéis da orla para superlotar aquele maldito ônibus.

Pedra da Águia, na parte inundada do São Francisco
Quem me conhece, sabe que eu não suporto acordar cedo, fico de mau humor por um bom tempo. Some a isso uma família Dó-Ré-Mi de oito pessoas com uma criança pequena que tinha um boneco do pica-pau que ficava dando aquela risada irritante o tempo todo! Mas conseguimos sobreviver à viagem... Coloquei meu Ipod no ouvido e tentei me desligar do resto da família irritante.

O divertido dessa viagem foi ver a paisagem mudando, de um clima mais úmido para um bem mais seco. Nunca estive no Sertão nordestino, e a paisagem realmente era muito parecida com a que imaginava - um pouco mais verde talvez, mas no geral é bem parecida.

Depois de uma loonga viagem, finalmente chegamos a Usina de Xingó, nunca tinha visitado uma hidroelétrica, e pra falar a verdade continuo sem conhecer rs, pois a grande maioria do nosso grupo não quis visitar a usina internamente. Mas por fora, ela é realmente grandiosa.

Adimirando o velho Xico
Chegando a parte alagada, almoçamos no restaurante flutuante que tem lá, chamado Karranca, é o único no lugar, mas o almoço é bonzinho e não é caro (R$ 28,00), considerando que é um Buffet. Depois do almoço, finalmente fomos ver o Cânion (iei!). E o lugar é surpreendente! Não conseguia parar de tirar fotos. A paisagem é linda, a cor da água é de um verde lindo, e acho que nenhuma foto fará jus a cor das águas do Rio São Francisco.

O caminho até o Cânion é feito por catamarã, e a viagem até lá leva mais ou menos uma hora. E o mais legal, é que de um lado fica o estado de Alagoas e do outro o de Sergipe. No caminho a gente passa por várias formações rochosas com formatos bem interessantes, algumas parecem ter sido esculpidas pelo homem. Mas na verdade é tudo natural.

Nos cânions onde foram filmadas cenas de Cordel Encantado
Os Cânions são muito legais e a empresa, responsáveis pelos catamarãs que fazem o passeio, colocaram uma plataforma em que o pessoal pode ficar tomando sol, beber uma água de coco, e, para os mais medrosos que tem medo de nadar em águas mais fundas, uma piscininha mais rasa bem no meio da plataforma. Lá você ainda pode pagar um barquinho que te leva até a parte mais estreita do cânion. Nessa parte dos cânions, foram filmadas algumas cenas da novela Cordel Encantado, da Rede Globo. Honestamente, eu vi alguns capítulos da novela e não me lembro de ter visto nada parecido com os cânions. Mas se falam que foi ali então foi. =P

Fim do passeio e um presente da natureza
A volta pro hotel foi bem longa, mas interessante, observar o contraste do Sertão com a região mais costeira. Aquele é um lugar muito pobre, muito simples. Na estrada você vê algumas casinhas esparsas, separadas por cercas de arame. Cada área com algum açude ou algo do gênero. A maioria das casinhas é basicamente uma porta e uma janela. Olhando de fora, lembra muito esses filmes brasileiros, é quase romântico. Mas imagino que seja uma vida muito dura, morar num lugar onde as chuvas são irregulares, a comida é pouca e o calor é intenso. Mas não tem como negar que o pôr-do-sol da região é lindo! No ônibus fiquei tirando fotos e mais fotos das casinhas simples do sertão que pelo que eu vi, não tem muitas chances de virar mar...




Casinha típica no setão

Com Amor morrendo de Fome

Segundo dia de viagem... Acho que to virando aquelas velhas cheias de manias... Não consigo dormir direito nessas camas de hotel, além disso, preciso de mais de um travesseiro, se não eu não durmo bem. Ou seja, manias de velha =P

Hoje foi o dia do nosso city tour, programado pela CVC – companhia com a qual fechamos o pacote para cá. Digamos que a CVC é a mais mão de vaca dessas companhias de turismo, mas acho que isso não vem muito ao caso. Pois o principal problema hoje foi a companhia que nos recepcionou, um guiazinho muito chinfrim, que não explicava as coisas da cidade, se alguém não tivesse perguntado, ele nem teria falado sobre a história de Aracaju! Sua única preocupação era nos levar nos lugares para fazermos compras.

Igreja de Santo Antônio
A cidade em si é muito simples, e você pode ver claramente os dois opostos: uma parte mais rica e uma parte bem pobre. Aqui, diferente do Rio não tem favelas (pelo menos não as vi), mas a parte mais pobrezinha da cidade tem casas bem simples.  Dá pra ver que é uma cidade que ainda está desenvolvendo seu turismo, mas que, com uma boa organização, pode ser tornar um excelente lugar para visitar.

Nossa primeira parada no city tour foi o Mercado Central, que realmente tem de tudo! De artesanato a ervas que só se encontra no Norte/ Nordeste do Brasil. As coisas são bem baratinhas, diferente das cidades nordestinas mais turísticas.  Como toda mulher, não resistimos e compramos algumas coisinhas rs – acho que eu e Si fomos as mais econômicas do dia =P

Nossa segunda parada foi na Igreja de Santo Antônio, que fica na Colina de mesmo nome. Segundo o guia chinfrim, assim que você entra na igreja do santo casamenteiro, você tem que dar uma volta para a direita. Lógico que entramos e demos a volta... Na verdade uma cinco logo... Só para garantir hahahahahaha. A igreja é bem simpática, num estilo Gótico, foi construída no século XIX, bem simples, sem adornos de ouro ou outras ostentações bregas que o povo naquela época adorava. A colina foi o local de fundação da Cidade. Ali também é um mirante onde se pode var toda a cidade. Vou dizer que não é o melhor mirante do mundo com a melhor vista do mundo, mas a vista ainda é legal.

Ponte Construtor João Alves vista da colina de Santo Antônio
Dali fomos para outro mercado, agora mais na região do centro de Aracajú, no Centro de Turismo, outro local de compras de artesanato e roupinhas típicas aqui do Nordeste.O prédio fica na praça Olívio Campos, no Centro da cidade e foi edificado pelos militares no início do século XX e virou um centro de artesanato na década de 1970. 

Até esse ponto, honestamente, não vimos nada demais, nada muito histórico... Descobrimos o porquê desse city tour tão chinfrim quanto o Guia... A CVC oferece um passeio que te leva ao centro histórico. Ah! Muito espertos... ¬¬

Eu e as meninas no alto da colina
Já estava chegando perto da hora do almoço, e o nosso “amado” guia disse que iria nos levar no melhor restaurante de Sergipe! Só dele falar isso já fiquei meio cabreira... Mas como estávamos em grupo... Vamos lá né?

O nome do restaurante se chama Com Amor, localizado na praia do Mosqueiro, que fica no extremo sul de Aracaju. O que achei de lá? Bem, pra começar, é extremamente caro, um robalo com arroz para duas pessoas, quase 80 reais! E, além disso, com amor só o nome mesmo, pois o serviço foi péssimo, tão ruim que demoraram pra trazer nossa comida e ainda trouxeram errado!  Esqueceram de alguns outros pedidos, a cerveja, só Nova Schin (ECA!) e quente! (ECA2!). Realmente não recomendo. Conseqüência dessa história: não almoçamos com amor naquele lugar... Mas em compensação, a praia era bem bonita, estranhamente, o mar por aqui é bem batido, não é tranqüilo como as outras cidades do Nordeste que visitamos (mas água ainda é irritantemente quente rs).

Um fantástico por-do-sol na orla do Atalaia
Depois de nos irritarmos com o restaurante e curtimos um pouco a praia, voltamos para o hotel... Urrando de fome! Paramos em um restaurante chamado República do Camarão. Para os que me conhecem... Não eu não comecei a comer camarão... Comi um peixe bem gostoso com arroz de brócolis e batatas. O restaurante fica bem próximo do nosso hotel, na Orla do Atalaia. Esse, apesar do nome rs, eu recomendo.

Depois de comermos muito bem, paramos para tomar um sorvetinho, pois ninguém é de ferro... Eu recomendo um sorvete de Cajá, que tem um sabor azedinho mas, ao mesmo tempo, docinho. Muito bom. 

Eu estou em algum lugar nessa foto =P
Com essa vida mansa resolvemos ver a cara da praia perto do hotel, pois ainda não tínhamos ido lá. Chegando perto da areia, nos deparamos com um céu fantástico! Eu não resisti e tirei várias fotos. A praia é bem legal, mas não será amanhã que iremos aproveitá-la, pois amanhã fechamos um passeio para o Cânion de Xingó! Pelas fotos parece ser um lugar lindo.

Bem... Indo dormir, por o busum vem nos buscar às 6:30 da manhã... Fazer o que né?  Amanhã eu conto como foi.  

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Destino Aracaju

Sim! Vamos fazer dois diários de bordo! Um mais chique, Austrália, e outro, Aracaju, Nordeste do Brasil. Mas o segundo destino quem vai sou eu mesmo, a original do diário de bordo, Paula! rs

Bem, vamos aos relatos de Aracaju...

Olá pessoal, estou de volta para mais uma viagem. Dessa vez mais simples, no Nordeste do Brasil. Faz uns quatro anos mais ou menos que eu e umas amigas minhas começamos uma tradição de viajarmos para o Nordeste durante o ano novo.  E passaremos esse ano em Aracaju, que fica no estado do Sergipe. O menorzinho dos estados brasileiros, muitas vezes esquecido quando citamos os estados nordestinos (e convenhamos, sempre esquecemos um rs).

Minhas companheiras de viagem desse ano são: Simone, Patrícia e Rachel. Nossa pequena aventura de uma semana começou no dia 25 de dezembro – sim, dia de natal... Bem na hora do almoço de natal... Já tô com pena do meu arroz de polvo, snif snif.

Vista da janela durante o vôo do Rio para Aracaju
Mas tudo bem, viajar é sempre divertido, mesmo que algumas vezes façamos alguns pequenos sacrifícios =P. Para mim a viagem já começou legal já na decolagem, apesar da menininha chutando a minha cadeira o vôo inteiro... No Rio o tempo estava bem fechado, mas assim que o avião decolou, ele subiu acima das nuvens, e o tempo ficou incrível! Tirei varias fotos do céu, de tão incrível que estava.
 
A viagem foi curtinha, apenas duas horas de duração e minha primeira impressão de Aracaju foi de um lugar bem simples, ainda não muito equipado para receber a turistada, como Recife, o que por um lado é bom, pois não é muito cheio, mas por outro é um pouco inconveniente, pois faltam algumas infraestruturas na região turística da cidade.
Chegamos ao nosso hotel: BEST WESTERN HOTEL DA COSTA, fica na praia do Atalaia, o hotel parece bonzinho, o banheiro é honesto, e depois dos nossos traumas com o hotel de recife ano passado, esse parece um castelo rs. Ele se localiza em frente à praia, perto da uma ferinha de artesanato, um point legalzinho.
Assim que chegamos, fomos logo procurar um restaurante para almoçarmos, pois estávamos urrando de fome, paramos num restaurante chamado SAL E BRASA, que a atendente do Hotel nos indicou e fica pertinho do hotel. O restaurante é um rodízio de carnes, assim como o hotel é honesto. Mas pelas nossas idas e vindas pelo Nordeste, chegamos à conclusão que o atendimento de garçom é péssimo em qualquer parte da região. Eles não são mal educados, mas não sabem atender direito. Um bom exemplo é que hoje nos ofereceram os acompanhamentos muito tempo depois de servirem todas as carnes, ou seja, quando a farofa de ovo chegou, já estávamos satisfeitas rs. Mas tudo bem, pelo menos matamos quem estava no matando =P.

Depois de nos fartamos no nosso almoço de natal, fomos dar uma volta pela orla... E aí a infraestrutura se mostrou muito fraca por aqui... Queríamos uma farmácia... E a mais próxima fica há uns dois quilômetros do hotel! o.O No fim da praia!

Fomos andando até lá, no meio do caminho paramos para comer um sorvete de cajá... Ah... se tiverem a chance experimentem... é uma delicia! Sempre como quando venho ao nordeste.  Chegamos à farmácia e voltamos para o hotel, e estávamos exaustas da caminhada.

Meninas: Pati, Rachel, eu e Si, comendo as gigantescas tapiocas
Paramos no hotel, tomamos um banho e as quatro incansáveis resolveram sair para tomar um cervejinha na orla, pois afinal.. ninguém é de ferro =P Paramos em uma tendinha que vendia cerveja e Tapioca – o nome me fugiu agora, mas fica na pracinha onde tem uma fonte, bem pertinho do hotel.

Só um adendo... desculpem-me não saber os nomes dos lugares ainda.. acabei de chegar e não tenho um mapa ainda =/.  Voltando a cerveja com tapioca... Outro fato inexorável do nordeste, é que é muito difícil você encontrar um lugar que venda bebida gelada... cerveja, refri... qualquer coisa. Mas novamente os atendentes são extremamente simpáticos. E a tapioca, gi-gan-tes-ca! Honesta, mas gigantesca.

Depois de uma noite bem agradável, comendo tapioca e sendo comida por alguns mosquitos, viemos para o hotel. Amanhã começam os passeios: city tour e praia!

Até amanhã. E Feliz Natal XD